CONTEÚDO ANDA Milhares de produtos de marfim são vendidos semanalmente em sites japoneses

Milhares de joias, selos, pergaminhos e outros itens feitos de marfim de elefante continuam sendo comercializados online semanalmente no Japão, revelou um novo relatório da TRAFFIC, a rede de monitoramento do comércio de animais selvagens

Em apenas quatro semanas, entre Maio e Junho de 2017, cerca de 10 mil itens de marfim foram vendidos no Yahoo Auction, uma das maiores plataformas de comércio eletrônico do país, informaram os pesquisadores.

Elefantes, vítimas do comércio de marfim

Os produtos de marfim incluíam joias, hankos (selos de impressão utilizados para a assinatura de documentos, contratos e outros papéis), pergaminhos, colheres de chá, instrumentos musicais, entre outros. Aproximadamente 22 presas de elefantes lapidadas e esculpidas também foram anunciadas e vendidas durante o período da investigação.

As transações de quatro semanas somaram mais de US $ 407 mil, diz o relatório. Centenas de produtos de marfim também foram anunciados em outros sites populares de comércio eletrônico como o Mercari, o Rakuten-Ichiba, o Rakuma e o Yahoo Shopping. Uma média de 143 novas publicidades de produtos de marfim foi inserida semanalmente no Mercari.

“Embora as vendas online de marfim sejam legalizadas no Japão, a grande escala do comércio merece escrutínio para prevenir atividades ilícitas”, escrevem os autores.

Na década de 1980, o Japão era o maior importador de marfim do mundo. Mesmo após o comércio global de presas de elefante ser proibido pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (CITES) em 1989, o Japão recebeu permissão para  importar legalmente inúmeras toneladas de marfim duas vezes: uma em 1999 e depois em 2008.

Porém, dados recentes da Environmental Investigation Agency, uma organização sem fins lucrativos sediada em Washington, DC (EUA), revelaram que as brechas e as frágeis legislações  impediram o Japão de manter o marfim ilegal fora do comércio doméstico e legalizado.

“Essas áreas nebulosas no comércio japonês de marfim devem ser tratadas adequadamente para eliminar possíveis brechas para fluxos ilegais de marfim”, escreveu a TRAFFIC.

Em Junho de 2017, o governo japonês atualizou sua Lei para a Proteção das Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (LCES). As autoridades aumentaram as penalidades pela infração da lei e ordenaram que os comerciantes registrassem todas as presas de elefantes em sua posse, de acordo com o relatório.

Os regulamentos atualizados e a monitoração aprimorada por parte das empresas de comércio eletrônico podem ter causado alguma melhoria nesse cenário. Em 2017, em torno de 88% dos vendedores do Yahoo Auction e 85% dos comerciantes do  Rakuten-Ichiba revelaram os números obrigatórios. Segundo o Mongabay, em um estudo anterior realizado pela TRAFFIC em 2014, apenas 11% dos vendedores do Yahoo  Auction e 22% do Rakuten-Ichiba informaram os dados.

Produtos de marfim à venda em sites

Porém, a falta de regulamentação para os produtos de marfim, além de presas inteiras, faz com que seja difícil identificar e prevenir a ilegalidade. No Mercari, por exemplo, alguns anúncios de joias disseram explicitamente que os produtos vieram da Ásia e da África, o que torna as vendas proibidas segundo os termos da CITES.

De acordo com os autores, a venda doméstica dos produtos no Japão permanece legalizada sob a LCES porque a legislação do país permite que os produtos de marfim – com exceção de presas inteiras – sejam negociados sem exigência de comprovante de legalidade.

Essas lacunas tornam quase impossível confirmar a origem dos produtos, dizem os pesquisadores. Os vendedores, as empresas não identificadas e as pessoas que comercializam as presas em leilões e nos sites do mercado CtoC também permanecem fora do radar regulador.

Em Julho deste ano, Rakuten-Ichiba – anteriormente descrito como o maior varejista online de marfim do mundo – anunciou que iria proibir a venda de marfim em seu site. Os vendedores receberam um período de carência de um mês para a retirada dos produtos que já estavam à venda.

Fonte: ANDA

TAURICIDAS INSULTAM AS MULHERES DE VIANA

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Esperemos que a Câmara Municipal de Viana do Castelo não seja cúmplice de tal insulto e impeça que as Vianenses e a Senhora d’Agonia sejam deste modo enlameadas.

Mulheres vianenses, revoltai-vos. Querem homenagear-vos com tortura de Touros.

Digam um rotundo NÃO a este enxovalho.

As mulheres vianenses devem ser homenageadas com flores, poesia e música, e não com esta selvajaria sangrenta com que uns falsos vianenses pretendem ofender-vos.

Os tauricidas acham que as mulheres vianenses são como as mulheres deles, para as homenagearem deste modo tão vil?

Cavalheiros de Viana do Castelo vão permitir que os bárbaros conspurquem as vossas mulheres, com o lixo tauromáquico?

Esperemos que a Lucidez vença a estupidez. Se a estupidez vencer, pobre Viana!!!

Fonte: Arco de Almedina

CONTEÚDO ANDA Fazendeiros criam animais selvagens com mutações raras para atrair caçadores

Proprietários de terras têm lucrado com o assassinato de animais selvagens que vivem na África do Sul. Os animais podem ser caçados por suas carnes e “troféus”, além de ser explorados para o ecoturismo

Milhares de antigas fazendas de bois e vacas foram transformadas em fazendas de jogos lucrativos, reservas de caça de animais selvagens e locais de ecoturismo. Uma fazenda de animais silvestres que lucra com a caça se preocupa em ter os animais que os clientes desejam matar enquanto uma pousada turística abusa de espécies consideradas atraentes para aqueles que gostam de atividades “recreativas”.

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Inacreditavelmente, o principal argumento para a continuidade desse horror é que ele ajuda a “proteger” os animais.

Para agravar esse cenário perturbador, existe um mercado de “variações de cores” – formas excepcionalmente coloridas de espécies específicas decorrentes de mutações raras. As mutações naturais que causam variações de cor ocorrem em muitos animais.

As cores raras das espécies africanas caçadas são conhecidas há muito tempo e incluem variedades de preto e branco de impalas, grus dourados e variedades brancas de cabras-de-leque. Os caçadores de “troféus” pagam preços maiores para caçar os animais coloridos.

Durante a última década, o custo para matar os animais de cores mutantes vendidos em leilões no país tiveram um aumento extraordinário e depois uma grande diminuição. Diversas espécies com diferentes colorações, incluindo gnus, impalas, e zebras, começaram a ser intensamente criadas por alguns fazendeiros para o terrível mercado da caça.

Em 2012, estimava-se que estas variedades raras representavam apenas 1% da caça no país. A escassez e o pensamento de que os caçadores pagariam generosamente para matá-las resultaram na crença  de ocorreriam consideráveis retornos futuros. Como resultado, os preços aumentaram. O impala normal poderia ser comprado por $ 105, enquanto o impala preto era vendido por $ 45 mil. Os animais de cores variadas ainda não eram caçados e os  exploradores concentravam-se na sua criação para aumentar seus números.

Nos dois anos seguintes, o panorama foi alterado. Em 2014, a caça de animais raros representou 16% do volume de negócios em leilões e o preço médio de um impala branco era de US$ 616 mil.

Caçador com antílope

Além da extrema crueldade da caça, existem os perigos intrínsecos à reprodução intensiva de animais de estoque genético limitado, gerando problemas associados à endogamia, incluindo a viabilidade reduzida e a fertilidade, revela o Quartz.

Os criadores venderam os animais por preços elevados em 2015.  No início de 2016, os preços começaram a diminuir e a desvalorização continuou de forma considerável. Os impalas pretos custavam menos de $ 750 (1,7% do preço de 2012) e o impala branco $ 3,600, 0,5% do preço máximo de 2014.

Muitos fazendeiros se tornaram criadores de espécies raras, piorando o problema.

Os anúncios sobre a caça de animais coloridos estão em publicações relacionadas à pecuária. Nos últimos dois anos, as principais vítimas foram búfalos, zibelinas e palancas-vermelhas criados em cativeiro. Eles são normalmente coloridos, mas muitos possuem grandes chifres, uma característica que está sendo intencionalmente criada pelos exploradores.

Esses animais são considerados como as espécies de alto valor “da moda” e, com a variedade de cores, os preços para matá-los têm aumentado. Um búfalo foi vendido por US$ 12,6 milhões em 2016.

A caça dessas espécies – especialmente após o assassinato do leão Cecil no Zimbábue – desperta uma grande indignação no público e mostra a ganância dos abusadores.

Além disso, estimula práticas de ecoturismo como a venda de mergulhos com tubarões, passeios de barcos próximos a colônias de aves, entre outras.

Fonte: ANDA

«CLARO QUE TOURADA É CULTURA E CANIBALISMO PODE SER GASTRONOMIA!»

Um texto irónico de Carlos da Torre, sobre a prática de uma “tradição” que avilta a dignidade humana.

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Texto de Carlos da Torre

«”Se tourada é cultura, canibalismo é gastronomia” – ironizou há tempos o maestro António Victorino de Almeida. Não terá razão o maestro. Podemos ver este assunto de outra maneira. Compreender a importância cultural da tourada e reconhecer que não é impossível que o canibalismo possa já ter sido gastronomia em alguns momentos históricos em alguns lugares. O que nos poderá também levar às conclusões de que nem tudo quanto é cultura é recomendável e de que nem toda a gastronomia é aceitável. Porém, temos consciência de que estaremos acompanhados numa escala indiscutível na rejeição do canibalismo e que conviveremos com maiores diferenças de opinião no que respeita às touradas. Torna-se aconselhável, por isso, balizarmos a discussão deste assunto com valores de aceitação tendencialmente universal. Valores civilizacionais. Com todas as contradições que sempre existem nestes contextos.

Cremos que o não infligir maus tratos aos animais se inscreve nessa universalidade do nosso tempo, no quadro da dignidade humana. Isto não significa deixarmos de ser carnívoros, que tendo os seus defensores é uma opção considerada por quase todos como excessiva e que é claramente discutível do ponto de vista da saúde humana. Está longe de significar o abandono absoluto de muitas práticas violentas sobre os animais associadas à nossa sobrevivência. Mas tende a consensualizar o repúdio pelos espectáculos centrados no sofrimento dos animais. Exibição de luta entre animais. Ou, como no caso das touradas, em que os animais são condicionados para se apresentarem em arenas com agressividade suficiente, e não mais, para exibições de coragem gratuita de uns e falsos heroísmos de outros. Do touro espera-se que sofra com espectacularidade. Para bem das artes tauromáquicas. Para bem do espectáculo. Para bem dos negócios associados.

E deve continuar assim, porquê? Porque é tradição? Porque é cultura? Porque é arte? Pode ser tudo isso! Mas manter intocável a prática de tradições que aviltam a dignidade humana tal como a concebemos neste tempo, mesmo se em nome da preservação cultural, só pode ser óbvio para quem esteja inconscientemente preso ao passado ou se mova hipocritamente em função dos interesses dos seus negócios presentes.

Com o evidente exagero, é caso para lembrar que preservamos a memória da guilhotina mantendo esses instrumentos em museus. Não lhes damos uso! Deveria ser de outro modo?

Carlos da Torre»

(Texto de opinião publicado no jornal “A Aurora do Lima” em Agosto de 2013)

Fonte:

https://www.facebook.com/notes/carlos-da-torre/claro-que-tourada-%C3%A9-cultura-e-canibalismo-pode-ser-gastronomia/10201509794425580/

Fonte: Arco de Almedina

 

PARA TODOS OS QUE CRITICAM OS ANTI TOURADA

Um texto de José Luís Silva, que subscrevo na íntegra, porque é isto assim, tal e qual…

Faço minhas todas as suas palavras.

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Texto de José Luís Silva

«Para todos os que me questionam o porquê de eu, assim como dos meus amigos, não dedicarmos os nossos esforços noutras causas que não a luta contra as touradas. Tenho algumas coisas a dizer-lhes:

1º – Na verdade tanto eu como muitos dos meus amigos apoiamos outras lutas que envolvam injustiças ou atrocidades, sejam elas contra as pessoas, animais ou o ambiente;

2º – Muitos de nós estão envolvidos em actividades sociais, culturais e/ou desportivas de forma altruísta;

3º – Nós não sofremos da hipocrisia de quem nos critica que fala à «boca pequena» com o receio de ficar penalizado financeiramente ou socialmente e como tal damos a cara pelo que acreditamos;

4º – Muitos de nós abdicam do convívio familiar, de parte da vida profissional (mesmo sendo penalizados financeiramente), do seu tempo de lazer para despertar consciências em prol de uma sociedade cada vez mais justa, fraterna, igualitária e participativa;

5º – Muitos dos que nos criticam (alguns conheço pessoalmente) que avançam com «recomendações, sermões, e outros que tais», nunca estiveram envolvidos em actividades sociais, culturais e/ou desportivas, porque isso obriga a dispêndio de tempo e dinheiro. A esses digo-lhes claramente: Deixem de olhar para o vosso umbigo e sejam um bom exemplo para os vossos filhos, familiares, amigos e sociedade em geral, ou em alternativa, enfiem a viola no saco e remetam-se ao silêncio!

Para terminar, desejo-vos um óptimo feriado e as maiores felicidades a todos sem excepção!»

José Luís Silva»

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10207400864298337&set=a.1293639999619.38648.1788874090&type=3&the

Fonte: Arco de Almedina

SE OS AFICIONADOS DA TORTURA, DA BARBÁRIE…

Se os aficionados da tortura, da barbárie, fossem pessoas com alguma seriedade, já teriam vindo a publico; estão a ver, temos aqui provas científicas, cientificamente provadas, do que dizemos sobre o touro. Mas não. Sempre que têm uma oportunidade para o fazer, os Psicopatas Tauromáquicos, do alto da sua máfia, convidam para mais uma vez, ser fonte de alegações, não provadas cientificamente, o mesmo Psicopata de sempre, que não fala pelo bem-estar do touro, e sim pelo bem-estar da sua conta bancária. E isto acontece, com a conivência da Ordem dos Veterinários, que nada faz para o impedir, pois este Psicopata, é veterinário.

E esta realidade, deixa ficar mal o país, pelos quatro cantos do mundo.
Pois, com esta realidade, Portugal fica visto lá fora, como um país não civilizado.

Que tristeza; em pleno século 21, ainda existir em Portugal, tão vil e hedionda prática.
E que tristeza, a Assembleia da Republica, no PS; PSD; CDS/PP, e PCP, continuar a permitir, que tão abjecta prática, persista em existir, num país que se quer moderno e civilizado.

Da minha parte, o touro, e o cavalo, podem continuar a contar comigo, para os defender intransigentemente.

Tudo o que digo é por eles, pelo bem-estar, pela felicidade deles. E não irei deixar de lutar por isso.

Portugal, não vive em muitos séculos passados.
Portugal vive no século 21. E tem de acompanhar a modernidade, a civilização.

BASTA DE CRUELDADE EM PORTUGAL, JÁ!
ABOLIÇÃO DA TAUROMAQUIA EM PORTUGAL, JÁ!

Mário Amorim

O TOURO. DESAFIO…

O sistema nervoso central do touro é igual ao nosso.
Logo, ele, ao levar com todas aquelas farpas, com todos aqueles ferros, sofre, sente dor. E não adianta os Psicopatas Tauromáquicos negarem esta verdade. Até porque nunca o fizeram, com base em alegações cientificas sérias, e cientificamente provadas.

Desafio; então, seis Psicopatas Tauromáquicos, a se colocarem no lugar do touro.

Já que eles são tão cobardes, seria lógico, que por uma vez, nos mostrassem que apesar de tudo, conseguem ser corajosos.

Vamos lá, seus cobardes. Toca a promover no Campo Pequeno uma corrida, com cartazes, flyers, e quem sabe até, um anuncio na RTP, em que os seis touros, serão seis Psicopatas tauromáquicos. O resto, tudo igual, com corneta, banda de musica, vivas e olés e tudo o restante.
Vamos lá, seus cobardes. Se o touro não sofre, não sente dor, vocês também não irão sentir nada. Todas aquelas farpas. Todos aqueles ferros, serão cócegas, para vocês, como acham que são para o touro.

Força nisso, seus cobardes!

Mário Amorim