Lucro sobre sangue Elefantes africanos podem ser extintos em 20 anos devido ao comércio de marfim

Dados mostram que um elefante é morto por suas presas a cada 15 minutos, o que equivale à perda de 100 elefantes por dia

Em outubro, será realizada a Conferência Ilegal de Comércio de Vida Selvagem em Londres, na Inglaterra. O evento reunirá líderes mundiais para discutir como o comércio de animais pode ser erradicado.

Para a população dos elefantes, os números preocupam. Segundo relatórios da African Wildlife Foundation, até 35 mil elefantes são mortos por suas presas a cada ano. Ainda, de acordo com um censo atual, 30% das populações de elefantes africanos foram perdidas apenas na última década.

Estima-se também que um elefante seja morto por suas presas a cada 15 minutos, o que equivale à perda de 100 elefantes por dia. Este fato, somado às taxas de reprodução lenta dos elefantes, faz com que muitos cientistas acreditem que os animais podem ser extintos nos próximos 20 anos.


A cada dia que passa, perdemos 100 elefantes para o comércio ilegal de marfim

O comércio de marfim está focado em apenas uma parte relativamente pequena do corpo do elefante – suas presas – e é só por essa parte que os animais estão sendo mortos.

A African Wildlife Foundation realizou uma petição pedindo aos líderes mundiais que tomem medidas urgentes para impedir a matança de elefantes por dinheiro, fechando os mercados de marfim em todo o mundo.

“Nas atuais taxas de caça, a extinção de elefantes é uma ameaça muito real”, afirma a African Wildlife Foundation na petição.

Alguns países já começaram a se mobilizar. No início de 2018, a venda de marfim foi proibida em Hong Kong.

Fonte: ANDA

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O MARIALVISMO NA TAUROMAQUIA

Imagem relacionada

O Marialvismo da tauromaquia, é aqui neste tema de 1973 de Fernando Tordo, bem retratado. E é bem actual.

Só que, na arena de uma praça, a realidade é paradoxal, pois, além do marialvismo, existe o falso machismo.
Basta olhar-se para os toureiros a pé, para se ver o falso machismo!

Mário Amorim

TRADIÇÃO RETRÓGRADA Activistas fazem campanha contra o sacrifício de animais em festivais religiosos no Nepal

Com a chegada de festivais religiosos no Nepal, ativistas visitam templos onde os animais são mortos e penduram faixas denunciando a prática

Defensores dos direitos animais estão realizando uma campanha a favor do fim de sacrifícios de animais em festivais no Nepal.

O festival Dasain, que dura 15 dias e teve início esta semana no país do Himalaia, é marcado pelo sacrifício de dezenas de milhares de cabras, búfalos, galinhas e patos para agradar os deuses e deusas da religião local, oferecendo o sangue desses animais para os deuses.

Os ativistas estão visitando templos onde os animais são mortos e estão pendurando faixas e panfletos denunciando a prática. Ainda, estão falando com os devotos na esperança de persuadi-los a levar os animais que compraram para sacrifícios aos santuários de animais.


Activistas estão tentando impedir que animais sejam mortos em festivais religiosos no Nepal

O movimento a favor do bem-estar animal é novo no Nepal, onde quatro em cada cinco pessoas são hindus e o sacrifício de animais é uma tradição profundamente enraizada.

A campanha deste ano para combater essa prática também servirá para a matança de animais muito maior programada para o ano que vem, no quinquenal festival de Gadhimai.

Números caem, mas ainda preocupam

Ativistas organizaram-se pela primeira vez após o festival de Gadhimai em 2009, quando cerca de 250 mil animais foram mortos em um único templo no sul do Nepal.

Imagens de carcaças empilhadas em campo aberto foram amplamente divulgadas mostrando os rituais. Embora não haja dados oficiais, acredita-se que menos animais tenham sido sacrificados no subsequente festival de Gadhimai em 2014, segundo o grupo Animal Nepal.

De acordo com o ativista Pramada Shah, o número de sacrifícios de búfalos caiu de 20 mil em 2009 para 3 mil em 2014. “Somos muito poucos defensores, mas temos uma voz muito alta. Somos uma minoria barulhenta”, ele afirma.


No festival de Gadhimai em 2009, cerca de 250 mil animais foram mortos

No templo de Bhandrakali, no coração da capital do Nepal, Katmandu, padres e voluntários se prepararam para os cerca de 100 mil devotos esperados durante o festival. O templo é um dos principais locais para sacrifícios de animais.

Caminhões de cabras foram trazidos de outras partes do Nepal e da Índia para o mercado de cabras de Katmandu. Chandra Pokhrel, que tem vendido caprinos nas últimas duas décadas, disse que as vendas para o festival Dasain deste ano caíram em relação aos anos anteriores.

Um dos sacerdotes, Anuj Pujari, disse que embora o número de devotos tenha aumentado, parece haver menos animais trazidos para o sacrifício. “É porque mais e mais pessoas estão agora contra isso”, disse ele.

Fonte: ANDA

«PORTUGAL SEM TOURADAS VENCE OPP»

O projecto Portugal sem Touradas foi um dos vencedores nacionais do orçamento participativo deste ano.

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O principal objectivo do projecto da autoria de Nuno Alvim Silva é desmistificar os princípios em que a actividade se auto-justifica e contribuir para a construção de um pensamento crítico face à mesma no seio da sociedade portuguesa. O projecto será concretizado através de um conjunto de campanhas e actividades a desenvolver, nomeadamente:

 

  • a constituição e desenvolvimento contínuo de um acervo de informação sobre as múltiplas consequências da actividade tauromáquica, desconhecidas do grande público, centralizado numa website de fácil acesso e utilização;

 

  • um circuito de actividades didácticas junto das escolas em vários municípios do país, dinamizadas por uma equipa pedagógica e multidisciplinar, bem como a criação e disponibilização de materiais pedagógicos para professores sobre a senciência animal e valores de respeito pelas outras espécies animais, sensibilizando para o cumprimento da recomendação feita a Portugal em 2014 pelo Comité da ONU dos Direitos das Crianças;

 

  • promoção de espaços de debate e problematização do fenómeno tauromáquico junto da comunidade académica e científica, tendo em atenção os desenvolvimentos científicos actuais;

 

  • divulgação de informação crítica e actualizada sobre a actividade tauromáquica através de diversos canais de difusão, visuais ou multimédia, abrangendo aspectos variados como as ciências biológicas, bem-estar animal, sensibilização na infância, ética e desenvolvimento civilizacional, etc.

 

Hoje estamos todos de parabéns.

 

Prótouro

Pelos touros em liberdade

 

Fonte:

https://protouro.wordpress.com/2018/10/11/portugal-sem-touradas-vence-opp/

Fonte: Arco de Almedina

 

Ambiente Associações dizem que obras no porto de Setúbal ameaçam golfinhos do Sado

O projecto para o porto de Setúbal prevê a remoção de quase 6,5 milhões de metros cúbicos de areia do fundo do rio. Ministra diz que golfinhos terão psicólogo.


Obras querem retirar 6,5 milhões de metros cúbicos de areia

As obras de alargamento e aprofundamento do canal marítimo de acesso ao porto de Setúbal estão a gerar polémica junto de cidadãos e associações ambientalistas. Em causa está a dragagem das areias do rio Sado, a cargo da APSS (Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra) para permitir a passagem de navios de maior calado. São várias as vozes que apontam a obra como sendo “o maior atentado ambiental alguma vez cometido no rio Sado”. O projecto prevê a remoção de quase 6,5 milhões de metros cúbicos de areia do fundo do rio.

A empreitada, que conta com o apoio do Ministério do Mar e já foi aprovada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), coloca em risco a sobrevivência da pequena colónia de golfinhos que habita o rio, dizem. Mas os riscos não ficam só por aí: a destruição das chamadas pradarias marítimas, um “verdadeiro berçário para centenas de espécies de peixes” como refere o comunicado do Clube Arrábida, uma associação de defesa do ambiente, poderá pôr em causa o modo de vida dos pescadores artesanais do estuário do Sado. Outra possível consequência é a progressiva diminuição das praias da Arrábida, podendo contribuir para o enfraquecimento do turismo de natureza, “um pilar fundamental para o desenvolvimento da cidade”, considera a associação.

A APA aprovou a obra, apesar de elencar várias consequências negativas, por considerar que o projecto tem grandes benefícios económicos.

Pedro Vieira, presidente do Clube da Arrábida, afirma que a APSS tem tentado desmentir “os gravíssimos riscos ambientais apontados pela APA na declaração de impacto ambiental” e reitera que existem contradições e falta de fundamentação em matéria ambiental e económica. O responsável considera ainda que as declarações da Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, ao jornal Expresso, no passado fim-de-semana, são “inqualificáveis”. A ministra afirmou que “só se está a aprofundar o canal” e que “foram implementadas todas as medidas exigidas, inclusive a contratação de um psicólogo de golfinhos”.

A Quercus e a Zero, duas associações ambientalistas, também consideram que o projecto põe em risco a sustentabilidade de um dos mais importantes estuários do país e que os impactes ambientais da obra serão muito relevantes, sobretudo ao nível da biodiversidade. Apontam igualmente os riscos que o projecto comporta para as praias da região.

Fonte: Publico

«SALVEM AS RAPOSAS»

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Fonte da imagem:

«Os caçadores podem ser muitos, mas aqueles que abominam a caça são mais ainda. E são mais novos».

Essa é que é essa!

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Texto de MIGUEL ESTEVES CARDOSO

 SALVEM AS RAPOSAS

Contaram-me esta história numa praia do Algarve, mas não sei se é verdade. Quando está muito calor há raposas que entram dentro de água para se refrescarem. Riem-se aos gritos da excitação e do alívio. Às vezes aproveitam para almoçar uma gaivota. As gaivotas sabem a tripa de peixe, mas as raposas não se importam.

Disse-nos que as raposas dormem nas dunas durante o dia. À noite ouvem-se as raposinhas a rir em voz alta, como se estivessem a acicatar-se umas às outras. Seja verdade ou não, é altura de dignificar as raposas e de proibir a caça delas. Merecem, no mínimo, a mesma protecção que os lobos.

As raposas são animais encantadores, engraçados e afectuosos, com um lugar central no nosso imaginário. Em Portugal podem ser caçadas entre Outubro e Janeiro com matilhas de até 50 cães. Oscar Wilde descrevia esta caça como “the unspeakable in pursuit of the inedible”. É um acto de grande coragem uma data de seres humanos a ver 50 cães a despedaçar uma raposa até à morte.

O Bloco, o PEV e o PAN apresentaram projectos de lei para acabar com esta barbaridade, mas os outros partidos vão chumbá-los, claro. Têm medo de perder os votos dos caçadores. Demonizam a raposa como se estivéssemos na Idade Média.

Os caçadores podem ser muitos, mas aqueles que abominam a caça são mais ainda. E são mais novos. Muitos ainda não votam. Quando votarem terão morrido um número maior de defensores da caça.

Tal como acontece em quase todas as fábulas, a raposa acabará por ganhar. E havemos de nos rir com ela.»

Fonte:

https://www.publico.pt/2018/10/06/sociedade/cronica/salvem-as-raposas-1846398#comments

***

Na verdade, os partidos que servem os lobbies que pugnam pela crueldade, pela violência, pela matança brutal de animais indefesos, em nome do divertimento, ou de práticas economicistas, chumbaram a proposta do PAN.

 

Mas não se pense que o PAN perdeu prestígio com esta aparente derrota. De cada vez que um projecto de evolução, apresentado pelo PAN,  ou por outro qualquer partido político, é chumbado no Parlamento Português, são os partidos trogloditas, que ficam do lado da incultura e da involução, que perdem prestígio e credibilidade.

Portanto, ó caçadores desnaturados, o vosso riso de escárnio, não se compara ao riso límpido das Raposas, animais muito mais dignos e racionais do que qualquer um dos que as matam por mero instinto assassino.

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina

A prótoiro CONFUNDE CULTURA COM TORTURA E ACUSA PAN DE “CENSURA CULTURAL”…

Isto daria para rir, se não fosse tão trágico, tão irracional, tão aparvalhado…

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A prótoiro, despudoradamente, acusa também o PAN de “atacar a cultura portuguesa”, ao propor o fim da isenção de IVA, no que chama de prestação de serviços dos artistas tauromáquicos…

Chamar a torturadores de Touros “artistas”, insultando com isto os cultores das verdadeiras ARTES, e dizer que esses torturadores “prestam serviços”, ou seja, torturam Touros até à morte, para divertir sádicos e psicopatas, é de muito mau gosto, de muito baixo nível e de uma ignorância pavorosa.

A prótoiro confunde tortura com Cultura, demonstrando uma cegueira mental descomunal, e acha que o PAN ataca a “cultura portuguesa”, como se a selvajaria tauromáquica fizesse parte da verdadeira Cultura Portuguesa. Nem aqui, nem na Cochinchina!

A prótoiro vive fora do nosso tempo. Da modernidade. Cheira ao mofo, de tanto estar encavernada!

Mas, coitados, é o sonho deles que está a ir pelo cano abaixo, devagarinho…

E não é pelo facto de terem partidos políticos trogloditas a apoiar a selvajaria tauromáquica (o que põe Portugal na cauda do mundo civilizado) que esta prática medievalesca vá ascender a “cultura”, e muito menos portuguesa, e que se consiga travar a sua natural decadência. O apoio dos partidos trogloditas só diz do atraso civilizacional dos seus componentes.

É que o mundo está a evoluir, e o PAN a crescer…

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina