The woman who talks with animals

MARAVILHOSO!

“Discover the story of Mariví Simona, a woman with the ability to communicate with animals. She has dedicated her life to helping people and animals to understand each other so that they can live together in harmony.”

 

Anúncios

21 DE JUNHO DE 2018 – A CRUELDADE AVASSALOU OS POUCOS SÁDICOS QUE NO campo pequeno ASSISTIRAM A UMA SESSÃO DA MAIS BAIXA SELVAJARIA

«Algozes. Sedentos de sangue. Carrascos.

Um Touro, sacrificado, caiu na praça depois de ser espetado por um arpão que lhe atingiu um ponto nervoso. Os torturadores tentam levantá-lo, cansado e ensanguentado. A recusa. A dor.

E o “espectáculo” continua para gáudio dos tauricidas que aplaudem esta barbárie.

21 de Junho, Praça de Touros do Campo Pequeno, quase vazia.»

(Abolição Tauromaquia)

É esta barbárie que o governo socialista apoia e promove.

campo pequeno.png

Ver mais fotos aqui:

https://www.facebook.com/abolicao.tauromaquia/photos/pcb.1951019978263771/1951019218263847/?type=3&theater

Fonte: Arco de Almedina

ERC dá parecer negativo a projeto de lei do BE sobre transmissão televisiva de touradas

Parte integrante da herança cultural lusa? – Mas a ERC está doida, ou quê?!
Nesta frase está sub-entendido que todos os portugueses gostam de touradas. E tal não é verdade.
Sou português, e odeio touradas. E como eu, a maioria dos portugueses.
Em segundo lugar. Se a tourada fosse cultura, toda a violência do homem contra o próprio homem, seria igualmente cultura.
Cultura são todas as manifestações que respeitam o bem-estar, a vida de qualquer ser sensível; humano e não-humano.
Cultura, são todas as manifestações que ensinam a empatia, a bondade, a amizade, o amor, a compaixão e o altruísmo. E não a violência, a selvajaria, a psicopatia, como é o caso das touradas!

ERC tenha vergonha.
Não se preste ao papel de estar ao lado de uma actividade ignóbil; violenta; barbará; assassina; psicopata e macabra!

Mário Amorim


A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) emitiu um parecer desfavorável ao projeto de lei do BE para que a transmissão televisiva das touradas seja em horário tardio, considerando que estas são “parte integrante da herança cultural lusa”.

ERC dá parecer negativo a projeto de lei do BE sobre transmissão televisiva de touradas

Agora; atentem a esta passassem: No parecer, a que a agência Lusa teve hoje acesso (e que está datado de quarta-feira), a ERC considera ainda que os espetáculos tauromáquicos “não são sequer suscetíveis de influir negativamente na formação da personalidade das crianças e de adolescentes”, não havendo por isso “quaisquer impedimentos legais à sua transmissão”.


Sinceramente!

O papel que a ERC está a fazer mete nojo.

Qualquer prática violênta, seja contra animais-humanos, ou contra animais não-humanos, tem graves consequências psíquicas nas crianças e jovens que a vêm. A violência, no caso, a violência da tauromaquia tem graves consequências psíquicas nas crianças e jovens que a vêm, e nas crianças e jovens que a praticam.

Que vergonha, ERC, ter uma afirmação como esta, que não corresponde à realidade!


Em declarações à agência Lusa, a deputada do BE Maria Manuel Rola criticou este parecer por considerar que “é bastante parcial, abusando até na interpretação da própria Constituição”.

Para a deputada bloquista, a ERC, ao dizer que as “corridas de toiros à portuguesa constituem uma parte integrante da herança cultural lusa, que o Estado tem a incumbência de promover e proteger”, está a “adotar uma posição ideológica relativamente às touradas”.

A ERC foi chamada a pronunciar-se sobre o projeto de lei bloquista que pretende designar “espetáculos tauromáquicos como suscetíveis de influírem negativamente na formação da personalidade de crianças e adolescentes”, devendo ser acompanhados “da difusão permanente de um identificativo visual apropriado” e só podendo ser transmitidos entre as 22:30 e as 06:00.

A entrada em vigor desta proposta do BE, segundo a entidade, “representaria uma compressão injustificada da liberdade de programação dos operadores televisivos”.

No parecer, a entidade considera que, apesar de a atual iniciativa se mostrar “bem menos ambiciosa” do que aquela que o BE apresentou em 2015 sobre touradas, nem por isso justifica, “quer em razão da sua substância, quer de todos os motivos que a enformam”.

Na opinião de Maria Manuel Rola, o BE “não está a querer condicionar a exibição de touradas, mas apenas a fazer com que estas sejam transmitidas em horários que protejam as crianças”, considerando que a “ERC parece irremediavelmente capaz de ser satisfeita”.

Na exposição de motivos do projeto de lei do BE é referido que “são vários os estudos académicos que têm, de forma sustentada, demostrado os efeitos negativos das crianças e adolescentes assistirem a touradas na formação da sua personalidade”, dando o exemplo de um estudo do Departamento de Psicologia Clínica de Madrid.

Fonte: SAPO24

MORTE NA TOURADA À CORDA!

Um excelente texto, do Movimento Não À Vaca das Cordas, onde se conta a verdade mais verdadeira sobre as touradas à corda.

Mas isto, os socialistas monarquistas, que apoiam as touradas à corda nos Açores, não vêem, tanta é a cegueira mental!

TOUROCORDA1.jpg
Foto 1: Touro morre na tourada à corda nos Açores e ninguém o socorre, e riem e gozam sua morte, não nos digam que evoluíram, porque não é verdade! Link: http://iniciativa-de-cidadaos.blogspot.com/…/morte-na-toura…

TOURO CORDA2.jpg
Foto 2 – Touro desmaia e entra em colapso, na Ilha Terceira.

 

Texto de Movimento Não À Vaca das Cordas

 

«Não, os touros não se ferem…» Dizem eles… Nem sequer sabem o significado de ferir… nem o que é tortura psicológica…

«Como sempre os aficionados com as suas enxurradas de mentiras. Os aficionados são mentirosos compulsivos e importa esclarecer a verdade aos que desconhecem o que é a tortura de bovinos com cordas.

1.º Torturar animais com cordas não é uma festa, é uma aberração para divertir psicopatas;

2.º Nas touradas à corda os touros são feridos, aterrorizados, cansados, humilhados, cuspidos, pontapeados, atirados ao mar, esganados e embriagados à força. Muitos touros morrem de exaustão, de fracturas graves derivadas das frequentes quedas ou morrem de golpes de calor.

3.º Os bovinos torturados não servem para alimentar ninguém. Ou seja, as touradas à corda para além de cruéis, são totalmente inúteis. As vacas de qualquer tipo podem dar leite, e as ditas “bravas” não são excepção. No passado o leite dessas vacas foi mesmo importante para o sustento de várias famílias na Terceira. A extinção dos bovinos é uma ficção ridícula da gente que vive da indústria da tortura de animais.

4.º Os touros explorados nas touradas à corda não têm vidas de luxo. A vida dos bovinos nas ganadarias são tentas (tortura de bebés), ferras (queimadelas com ferros em brasa), separação de bebés das mães à paulada, treinos, abstinência sexual forçada (bovinos machos vivem isolados gerando manadas instáveis, onde imperam as lutas e os consequentes ferimentos e mortes). A maioria dos bovinos não tem acesso a cuidados veterinários. As feridas e ossos partidos nas touradas à corda curam-se ao ar livre por si só. Um touro famoso das touradas à corda morreu com problemas cardíacos enterrado no próprio esterco, sem cuidado veterinário algum, em agonia, enquanto era filmado.

5.º A tourada à corda prejudica gravemente a economia dos açorianos. Milhões de euros são desviados para sustentar meia dúzia de famílias da tauromaquia, enquanto importantes investimentos em infra-estruturas e serviços à população ficam por fazer. A violência da tourada à corda repele a afluência de turistas, apenas atraindo pessoas embriagadas, delinquentes com problemas de integração social e psicopatas insensíveis ao sofrimento dos animais.

A tourada à corda é uma prática tauromáquica tão grosseira e maléfica quanto qualquer outra.

Um Touro é um animal. E sofre tanto como nós, que também somos animais. E não é de pau. Portanto, não é um brinquedo. E as ruas e as cordas não fazem parte do seu habitat natural.»

Assine a petição, confirme no seu e-mail e partilhe, o seu apoio é muito importante: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT89816

Fonte:

https://www.facebook.com/eu.digo.nao.a.vaca.das.cordas/posts/1277756725660284

Fonte: Arco de Almedina

A PÓVOA DE VARZIM DECLARA-SE ANTI-TOURADA E A “prótoiro” PRETENDE PROCESSAR O MUNICÍPIO POR TAL ACTO EVOLUTIVO

E se isto não fosse ridículo até dava para rir…

Ao que leva o desespero!

As touradas estão a dar o berro. São práticas selváticas, nada adequadas aos tempos modernos.

A Póvoa de Varzim libertou-se das trevas que obscurecia a cidade.

PRAÇA.png

A prótoirofederação portuguesa de tauromaquia garantiu hoje que vai avançar com uma queixa em tribunal contra a Câmara da Póvoa de Varzim, por esta ter decidido proibir a realização de touradas no concelho, considerando esta decisão do executivo poveiro “um ataque feroz à legislação, principalmente à Constituição da República Portuguesa“, esquecendo-se a prótoiro que a tauromaquia não é, nem nunca foi e jamais será cultura popular portuguesa, porque nem sequer é português este costume bárbaro. Herdado dos espanhóis (já cansa repetir isto, mas não há meio de eles aprenderem).

A prótoiro acha, e acha bem, que “nem os municípios, nem nenhum outro órgão, têm poderes para proibir a cultura, a não ser que vivêssemos numa ditadura“. Correcto. Proibir a Cultura é algo inconcebível. Mas estamos a falar da proibição da Cultura Culta e Cultura Popular. Na verdade, é das ditaduras proibir tais manifestações culturais.

Também é verdade que, segundo a prótoiro, “qualquer decisão tomada no sentido de limitar ou proibir o acesso a um espectáculo cultural é ilegal e inconstitucional“. É verdade.

No entanto de que fala a prótoiro, quando fala de cultura ou de espectáculo cultural? Fala obviamente de tortura de Touros e Cavalos para divertir psicopatas e sádicos e encher os bolsos a uns poucos ganadeiros. E isto não é cultura, nem em Portugal, nem no planeta mais deserto, dos confins do mundo.

A prótoiro acha que «a decisão da Câmara é altamente danosa para a cidade e a região, aludindo a alegadas declarações de Aires Pereira em 2014, em que o autarca sublinhava a importância das touradas para o município em termos de turismo e garantia que elas continuariam a ser realizadas na Póvoa de Varzim».

Ora tanto quanto se sabe, as touradas na Póvoa de Varzim, como aliás em qualquer outro município atrasado civilizacionalmente, onde ainda se mantém esta prática de broncos, não trazem benefício nenhum às localidades, nem sequer ao turismo ou economia, muito pelo contrário, só trazem prejuízos e muito má fama.

E se em 2014 Aires Pereira prestou tais declarações, hoje, em 2018, diz não se lembrar delas, contudo, se as fez, «qualquer pessoa está sempre a tempo de mudar de opinião», referiu, ou seja, qualquer pessoa está sempre a tempo de EVOLUIR.

Foi o que aconteceu. E nenhum tribunal poderá condenar um autarca por ter evoluído e abandonado uma prática que, além de desprestigiar a cidade, não confere dignidade à pessoa humana, por ser uma prática cruel, violenta e desadequada aos tempos modernos.

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina

 

 

ALCALDE DE PAMPLONA SE IMAGINA UN SAN FERMÍN SIN CORRIDAS DE TOROS

El alcalde Joseba Asiron acaba de declarar que puede imaginar un San Fermín sin corridas de toros. Aunque no se plantea suprimir las corridas para 2019, cree necesario una evolución y “un debate social en torno al mundo taurino”.

Alcalde de Pamplona se imagina un San Fermín sin corridas de toros

El alcalde Joseba Asiron ha declarado que en el último pleno municipal salió este tema de reformar la fiesta de San Fermín y ha asegurado que “todos los grupos, incluido UPN, reconocían que hay un debate social en torno al mundo taurino“, un debate que, en su opinión, “es bueno que exista“.

Tiene que existir porque no en vano estamos hablando de una actividad cultural que es controvertida y genera controversias“, ha expuesto el primer edil pamplonés, quien ha remarcado que él siempre ha sostenido que “hoy en día el formato actual de San Fermín no se entiende sin el toro, pero también entiendo que tiene que existir esa evolución y ese debate“.En este sentido, ha incidido en la idea de que “el debate tiene que estar en la sociedad” y que la institución, en su caso, “lo que tiene que ser es permeable y sensible a lo que dice la ciudadanía“.

El alcalde ha afirmado que imagina unas fiestas de Pamplona donde “por evolución de la propia sociedad, a lo mejor las corridas de toros no existan“. Y ha remarcado que le cuesta más ver la desaparición del encierro, “una seña propia de identidad“.

Estoy hablando en términos de ciudad y en modo alguno estamos planteando suprimir las corridas de cara al año 2019 ni nada por el estilo“, ha subrayado Asiron, quien ha incidido en la idea de que “el debate social existe y en algún momento habrá que abordarlo“.

Ha insistido así en que lo relevante de todo esto y con “un consenso absoluto en el Ayuntamiento” es que “es bueno que haya un debate permanente porque en la calle se está debatiendo el tema”.

Ayúdanos a crear ese debate y presionar a las autoridades para que este cambio se haga realidad. Firma nuestra petición por un San Fermín Sin Sangre.

PÓVOA DE VARZIM LIVRE DE TOURADAS (PETIÇÃO)

Para: ASSEMBLEIA MUNICIPAL DA PÓVOA DE VARZIM

Assinar Petição:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT89848

PETIÇÃO PÓVOA.png

Preâmbulo

Miguel Torga lembra-nos pelo conto Miúra que o toiro prefere a tranquilidade da campina e não existe para ser cercado numa arena de tortura física e psicológica.

No entanto, para tentar justificar a tourada, falam-nos de tradição como se fosse valor absoluto e de uma espécie de urgência de exprimir a coragem do homem e da sua superioridade, como se a elevação humana estivesse fora da sua inteligência e da sua sensibilidade, e precisasse de ser cruel e de se habituar ao sangue derramado.

Na Póvoa de Varzim sabemos que verdadeira coragem é o que leva os nossos pescadores a enfrentar um ser imensamente mais forte que eles, sem fingimentos nem ilusões, o mar. Coragem não é preparar traiçoeiramente nos bastidores escuros dos curros um animal não humano para um sacrifício irracional como divertimento de uma multidão eufórica.

Dos curros (qual caverna), de olhos quase cegos pela escuridão, picam o toiro que sai impetuoso para explodir no sol da arena. Eles não sabem, mas o toiro corre com o desejo irreprimível da liberdade, adivinhando que vai para indigna antecâmara da morte. Segue-se a agressão das bandarilhas que lhe dilaceram a carne e lhe roubam o sangue e a força para que o possam dominar facilmente até ao fim com o risco calculado. Às vezes, num último arremedo, há um toiro que se revolta e que magoa os que o magoam. Mas é sempre o animal não humano que é vencido cobardemente. De fora, nas bancadas circulares tudo parece irreal. Há quem se engane a si próprio chamando arte ao que é mera e evidente tortura, e a frieza da loucura colectiva não sente as dores que rasgam a carne do animal não humano, aprendendo melhor a indiferença em cada lide.

No nosso tempo não há Ética que possa tolerar a alegada estética que alguns insistem em ver na dor e no sangue que os seus cúmplices, falsos artistas de falsa coragem, fazem escorrer no dorso de um toiro.

Somos da Póvoa de Varzim de algum modo: porque aqui nascemos, porque escolhemos aqui viver ou porque aqui vimos ou gostaríamos de vir e de estar. Queremos que a nossa cidade seja um lugar que não eduque para a violência gratuita, mas que tenha em todos os seus momentos e expressões uma ética de paz, de respeito pela Vida que partilhamos em festa e não em dor com os animais não humanos.

POR ISSO, CONSIDERANDO QUE:

1 – o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo, e que o homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais;

2 – os Direitos dos Animais estão consagrados pela Organização das Nações Unidas – ONU através da Declaração Universal dos Direitos dos Animais, proclamada pela Unesco, em Bruxelas, no dia 27 de Janeiro de 1978), que neles se inclui o direito de nenhum animal ser explorado para divertimento do homem (v. Artigo 10º n.º 1);

3 – a Ciência reconhece inquestionavelmente a maioria dos animais, incluindo cavalos e touros, como seres sencientes, com memória e capazes de emoções e de sentir dor e prazer, físicos e psicológicos, bem como sentimentos de medo, angústia, stress e ansiedade

4 – uma cidade moderna e civilizada não admite espectáculos públicos de tortura de animais como as touradas;

5 – o Estado português já reconheceu o carácter violento das touradas ao tornar obrigatória a inclusão na publicidade aos espectáculos tauromáquicos de uma advertência alertando o público para que “o espectáculo pode ferir a susceptibilidade dos espectadores”;

6 – vários estudos e especialistas concordam que a prática e a aceitação da violência contra os animais predispõe os homens para a prática e a aceitação da violência contra outros homens;

7 – nas observações finais sobre as terceira e quarta avaliações periódicas feitas pelo Comité das Nações Unidas Sobre os Direitos das Crianças, de 25 de Fevereiro de 2014, sobre Portugal, afirma-se a enorme preocupação com o impacto na saúde mental das crianças quanto expostas a espectáculos de tauromaquia. O mesmo documento recomenda ao estado português a adopção de medidas legislativas e administrativas no sentido de proteger as crianças envolvidas nestas situações, ao mesmo tempo que recomenda que sejam feitas campanhas de sensibilização sobre a violência física e mental associada à Tauromaquia e ao seu impacto nas crianças;

8 – o progressivo abandono de tradições retrógradas, contrárias a um sentido humanista de cultura como aquilo que contribui para nos tornar melhores seres humanos, é o que caracteriza a evolução mental e civilizacional das sociedades e melhor corresponde à sensibilidade contemporânea;

9 – massacres públicos de touros para fins de entretenimento já foram prática em toda a Europa, tendo sido banidos paulatinamente em praticamente todos os países europeus e, das quase duas centenas de países no Mundo, apenas oito têm actividade tauromáquica”.

10 – pela Lei n.º 92/95, de 12 de Setembro – Protecção aos Animais (ver ponto 1 do Artigo 1.º ) “são proibidas todas as violências injustificadas contra animais, considerando-se como tais os actos consistentes em, sem necessidade, se infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões a um animal”, que é objectivamente o que acontece nas touradas, mesmo que, em contradição e estranha e incompreensivelmente, a mesma Lei as considere lícitas;

11 – não faz sentido fazer corresponder os espectáculos tauromáquicos à condição de cultura e que, num país em que, dos seus 308 municípios, apenas 44 têm actividade taurina (14,8%), é ofensivo e contraproducente para uma desejada unidade nacional e civilizacional forçar a identidade tauromáquica à população portuguesa;

12 – o povo português tem, nos últimos anos, afirmado uma forte posição de condenação das Touradas e de defesa do seu fim, posição que se tem manifestado de modo especialmente expressivo no Norte do país, particularmente na região do Grande Porto;

13 – em Portugal, desde 2010, os espectáculos de tauromaquia perderam mais de 53% do seu público, atingindo em 2017 um número de espectadores com um peso cada vez mais insignificante no panorama dos espectáculos ao vivo em Portugal superados em número de eventos de Folclore, que, segundo dados do INE, contabilizavam mais 100.000 espectadores que as touradas (no ano passado realizaram-se 181 espectáculos tauromáquicos, dos quais 26 em Albufeira e 13 em Lisboa, enquanto nas em 27 das praças de touros existentes, ou seja, mais de 50%, se realizaram apenas uma ou duas corridas durante o ano);

14 – é muito clarificadora de uma nova mentalidade a sondagem feita pela Universidade Católica à população de Lisboa entre 5 e 20 de Maio de 2018, em que se concluiu que, desde a reabertura do renovado Campo Pequeno em 2006, onde passaram a realizar diversos tipos de eventos, só 11% dos lisboetas foi à tourada, que 79% não concorda com a utilização de dinheiros públicos para apoiar/financiar as touradas e que 96% dos cidadãos concorda com a realização de outros eventos não relacionados com as touradas;

15 – em Espanha, país considerado berço da tradição tauromáquica, segundo uma sondagem Gallup feita no país em Outubro de 2006, já 72% dos espanhóis declaravam não ter qualquer interesse nas touradas, existindo mais actualmente mais de 40 cidades e vilas anti-touradas;

16 – a Póvoa de Varzim é uma cidade que se pretende mais moderna, desenvolvida e progressista, para a qual o Turismo é um elemento-chave para a economia local, ganhando muito em imagem e oportunidades promocionais do ponto de vista turístico livrando-se da permissão e realização de espectáculos cruéis envolvendo animais como as touradas;

17 – a existência de touradas no século XXI constitui um embaraço para Portugal e para a Póvoa de Varzim perante a comunidade internacional, configurando a imagem de um país e de uma cidade com pessoas e práticas bárbaras;

PROPOMOS

que o MUNICÍPIO DA PÓVOA DE VARZIM adopte as seguintes DECISÕES:

Primeira

Declarar a PÓVOA DE VARZIM LIVRE DE TOURADAS, assumindo-se oficial e simbolicamente oposta à promoção e realização de corridas de touros e de quaisquer actos de violência ou de tortura contra animais que lhes possam causar ansiedade, angústia, medo ou sofrimento físico ou psicológico e emocional de alguma ordem.

Segunda

No âmbito dessa decisão, expressar a vontade institucional do Município da Póvoa de Varzim de que não sejam promovidas ou realizadas quaisquer corridas de touros na cidade e no concelho, tudo fazendo para a proibição de qualquer espectáculo tauromáquico, não atribuindo licenças a qualquer actividade ou evento deste tipo em espaços públicos do concelho, no âmbito das suas competências e atribuições e convertendo a Praça de Touros da Póvoa de Varzim ao uso exclusivo para actividades que provam a valorização dos cidadãos e que não envolvam a inflação de sofrimento físico ou psicológico e emocional a animais.

Terceira

Expressar, junto do Parlamento e do Governo, a vontade do Município da Póvoa de Varzim de ver as corridas de touros proibidas em todo o país através de uma Lei da República, a bem de Portugal enquanto país que se quer moderno e continuamente progressista, a bem da sociedade portuguesa, que não admite a violência contra animais, e a bem dos animais.

Póvoa de Varzim, 2018. Junho. 19

Fonte: Arco de Almedina