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Mário Amorim

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ABUSO E MAUS-TRATOS Tartaruga tem cesta colada no casco para turistas jogarem dinheiro

A foto foi tirada por um visitante que presenciou a cena e compartilhou nas redes sociais pedindo acção dos departamentos responsáveis por animais selvagens e da polícia

Foto: WEIBO

Um zoológico chinês causou uma onda de revolta e indignação nas redes sociais após fotos compartilhadas mostrarem uma tartaruga com uma cesta colada em suas costas para colectar o dinheiro jogado pelos turistas.

Os funcionários do parque também prenderam uma bandeira nacional chinesa na tartaruga, enquanto os visitantes do zoo jogavam dinheiro nela, a imagem ganhou destaque nas mídias sociais.

O zoológico disse que a administração do parque está investigando o assunto.

O flagrante de abuso e maus-tratos ocorreu no zoológico de Nanning, na capital da província de Guangxi, de acordo com um usuário da web conhecido como “Tea-tia”, responsável pelo compartilhamento da foto.

O usuário disse no Weibo, rede social chinesa semelhante ao Twitter, que a foto foi tirada durante o feriado do Dia Nacional, quando muitas famílias em todo o país levaram seus filhos a zoológicos e playgrounds.

Foto: WEIBO

O povo chinês acredita que jogar moedas em um alvo específico pode lhes trazer boa sorte ou afastar os maus espíritos. Isso pode variar de uma estátua em um parque a um sino em um templo.

O post acusava o zoológico de explorar e ferir a tartaruga africana para arrecadar dinheiro dos turistas.

O texto que acompanhava as fotos também pedia ao departamento de polícia da web, o National Forestry Bureau e a o departamento de mídia estatal que interviessem no caso e investigassem.

O usuário disse que ficou chocado ao ver a tartaruga e a cesta colada em suas costas quando visitou o zoológico.

Ele disse à Pear Video: “Não sei por que o zoológico usaria esse método para exibir e explorar animais raros e belos”.

Ele também afirmou que a tartaruga era mantida em um “ambiente muito ruim” e que não se viam seguranças por perto.

Um porta-voz disse que os gerentes responsáveis do zoo estavam investigando o assunto e ainda não divulgaram uma declaração oficial.

A tartaruga africana é uma das maiores tartarugas do mundo. Pode crescer até 30 polegadas de comprimento (cerca de 76 cm) e alcançar mais de 100 libras de peso (em torno de 45 kg).

Elas são répteis curiosos, inteligentes e animados, de acordo com especialistas e conservacionistas da espécie.

Fonte: ANDA

BOTSUANA Rinocerontes negros podem estar extintos até 2021

Aumento da caça este ano no país, que apresenta uma taxa de um animal morto por mês na já enxuta população de menos de 400 animais, representa um risco real e iminente

Foto: AFP

Nove rinocerontes foram caçados e mortos em Botsuana desde abril, informou o governo do país na quarta-feira (9), uma taxa sem precedentes de um animal por mês que pode levar a extinção da espécie africana até 2021.

Os milhares de rinocerontes que antes percorriam a África e a Ásia foram mortos por caçadores ou vítimas da habitat. Muito poucos são encontrados fora dos parques e reservas nacionais, onde permanecem ameaçados.

Botsuana abriga pouco menos de 400 rinocerontes, de acordo com a Rhino Conservation Botswana, a maioria dos quais percorre as planícies gramadas do norte do Delta do Okavango.

Foto: Alamy

Uma declaração do Ministério do Meio Ambiente do país afirma que dois rinocerontes foram mortos em cinco dias por caçadores na região do rio Okavango só no final do mês passado, aumentando o número total de animais mortos para nove desde abril.

“Perdemos cerca de um rinoceronte por mês devido à caça”, disse Mmadi Reuben, coordenadora de rinocerontes do departamento de vida selvagem de Botsuana, no comunicado.

“Se a caça continuar nesse ritmo, não haverá rinocerontes em Botsuana em um ano ou dois, especialmente o rinoceronte negro”.

Foto: Unsplash

Enquanto os rinocerontes brancos do sul foram resgatados da extinção, os rinocerontes negros ainda são considerados criticamente ameaçados, com apenas cerca de 4.200 deles vivendo em estado selvagem.

Menos de 20 vivem em Botsuana, que também abriga a maior população de elefantes do continente.

Botsuana tem uma abordagem de tolerância zero à caça e já trabalhou com uma política de “atirar para matar” contra os caçadores.

Foto: WWF

“As forças anti-caça agora colocam a proteção dos rinocerontes e a localização dessas quadrilhas como sua maior prioridade”, disse o comunicado, acrescentando que dois caçadores foram mortos em operações recentes.

Mas a caça está aumentando na região, impulsionada pela demanda por chifres de rinoceronte nos países asiáticos, e as autoridades estão sobrecarregadas.

“O delta do rio Okavango é uma área muito grande, com um terreno difícil e pantanoso, que esses caçadores estão usando a seu favor”, disse o ministério.

Foto: Getty Images

Vendido por até 55 mil euros (cerca de 248 mil reais) por quilo no mercado paralelo, o chifre de rinoceronte é usado na medicina tradicional ou como símbolo de riqueza e sucesso.

A África do Sul vizinha do Botsuana perdeu mais de 7.100 rinocerontes na última década, incluindo 769 animais em 2018.

A Namíbia também registou incidentes recentes de caça de rinocerontes, casos de caçadores que deixam o animal sangrando até a morte depois que seu chifre é cortado.

Fonte: ANDA

ESCÓCIA Nova legislação prevê penas de até cinco anos de prisão para crimes de crueldade contra animais

Serão introduzidas sentenças de prisão de até cinco anos pelos crimes mais graves contra animais no país, sob nova legislação publicada em 01 de Outubro.

Foto: Scotsman

Serão introduzidas sentenças de prisão de até cinco anos pelos crimes mais graves contra animais na Escócia, sob nova legislação publicada em 01 de outubro.

O governo também introduziu multas ilimitadas e elevou o valor máximo das multas por alguns crimes contra a vida selvagem.

As mudanças também acontecem sob a introdução da Lei de Finn no país, que oferece protecção extra aos animais explorados em serviços, removendo o apelo de “autodefesa” daqueles que os atacam.

O processo para que os animais resgatados por motivos de bem-estar sejam vendidos ou realojados rapidamente também será aprimorado sem a necessidade de uma ordem judicial.

Kirsteen Campbell, executiva-chefe da SPCA escocesa, disse que as mudanças têm o potencial de “transformar” a vida dos animais em todo o país.

“A acusação é o último recurso para a nossa ONG, mas há muito tempo sentimos que as penalidades por crueldade com animais são muito brandas e inconsistentes”, disse ela.

“Esperamos que o aumento das opções disponíveis para acusações do ponto de vista legal, cause uma queda no número de pessoas que maltratam animais”.

A ministra de Assuntos Rurais, Mairi Gougeon, disse que as novas sanções seriam “robustas e proporcionais aos crimes cometidos”.

Ela acrescentou: “Aqueles que praticam esses actos hediondos enfrentarão, com razão, toda a força da lei, como e quando apropriado, esperamos que a Escócia possa servir de exemplo para outros países do mundo”.

Fonte: ANDA

ABUSO E CRUELDADE Urso é cruelmente amarrado em grade para servir de propaganda para circo

No vídeo o urso pode ouvido gemendo, uivando enquanto tenta se libertar das cordas que o prendem, as imagens comoventes causaram revolta no mundo todo

Urso preso chora por socorro | Foto: The Siberian Times
Urso preso chora por socorro

Um vídeo comovente de um urso negro gemendo enquanto é usado como um anúncio para um circo causou indignação na Rússia.

O animal jovem estava amarrado pelas patas traseiras a uma cerca do hospital local como propaganda de um circo itinerante que estava na na cidade de Bodaybo, conhecida como centro de mineração de ouro.

O urso-negro asiático, também conhecido como urso do Himalaia, parecia angustiado e gemia lamentando-se e tentando se libertar bem diante dos habitantes locais.

O vídeo gerou uma onda de fortes protestos online. “Este ursinho está chorando, ele não está feliz”, disse um comentário.

“Pessoas, acordem, o que vocês estão fazendo?” disse outro.

Houve também denúncias de que o animal estaria com fome ou ferido.

“Isso é pura crueldade e os circos devem ser proibidos”, disse uma pessoa.

Urso preso chora por socorro | Foto: The Siberian Times
Urso preso chora por socorro

Mas a autoridade local responsável, Elena Stepanova, chefe do departamento de cultura da cidade, riu dos gritos do urso e defendeu o circo itinerante e seus animais selvagens.
Ela até alegou que o animal estava “cantando” e se comportando como uma “garotinha”, negando que estivesse em perigo ou sofrendo.

Stepanova alegou que as crianças ficaram encantadas com o show de circo e os vários ursos presentes nele – incluindo o urso “alegre” e chorão.

O direCtor de circo, Evgeny Zakharov, afirmou que o urso amarrado estava “conversando” com as pessoas.

Caminhão do circo itinerante | Foto: The Siberian Times
Caminhão do circo itinerante

“Não achei que esse vídeo causasse tanta negatividade”, afirmou ele.

“Naquele exato momento, um treinador estava ali por perto, prestes a dar salsichas para os ursos”.

Vergonha e pesar

Cenas grotescas como essas, onde um animal é tratado com total desrespeito, amarrado a uma cerca, e mantido como propaganda para um circo são resultado de crenças como o especismo, em que o ser humano se coloca como centro do planeta, superior aos demais seres, e por isso livre para fazer o que desejar seus companheiros de planeta “inferiores” a ele.

Isso inclui, matar, vender, comer como alimento, explorar, ferir, expor, e dispor como lhe for conveniente.

Animais são seres sencientes, eles sentem, amam, sofrem, compreendem o mundo ao seu redor. Reduzir um ser belo, livre e selvagem como um urso negro, a uma marionete caricata de circo, fazendo truques anti-naturais por comida, sendo chicoteado para obedecer aos caprichos do “treinador” e divertir uma plateia é uma tentado a dignidade e a vida desses animais.

Longe de motivos de aplausos, esse tipo de exploração é uma mancha na história da humanidade que causa apenas vergonha e pesar.

Fonte: ANDA

Tribunal valida decisão da Câmara da Póvoa de Varzim em não licenciar tourada

O Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto considerou hoje válida a decisão da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim em rejeitar o licenciamento de uma corrida de touros na cidade.

Tribunal valida decisão da Câmara da Póvoa de Varzim em não licenciar tourada

Em causa estava a realização de uma tourada, agendada para este domingo, numa praça de touros amovível, na parte norte da cidade do distrito do Porto, mas que a autarquia poveira se recusou a licenciar, alegando que no processo estava em falta um documento com autorização do proprietário do terreno, onde seria instalada a infraestrutura.

A empresa promotora do evento recorreu ao tribunal para, ao abrigo da defesa de direitos, liberdades e garantias, pedir que o município da Póvoa de Varzim fosse condenado a “licenciar, com urgência, a instalação da praça de touros ambulante no local”, algo que o juiz considerou improcedente.

“O texto do n.º 5 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 268/2009, de 29 de Setembro, é peremptório em exigir (sempre) a apresentação de uma declaração de autorização emitida pelo proprietário do terreno no sentido de este expressar a sua não oposição à instalação de um recinto itinerante como aquele cujo licenciamento é pretendido”, pode ler-se no acórdão emitido, a que agência Lusa teve acesso.

Nas suas alegações, a empresa garantiu que foi entregue um contrato de comodato que, no seu entender, seria suficiente para que o pedido de licenciamento tivesse sequência, algo que não teve o mesmo entendimento por parte do tribunal.

“Mesmo que o contrato de comodato celebrado permitisse a utilização do referido terreno para a realização de corridas de toiros, o certo é que, para efeitos do procedimento de licenciamento da instalação do respectivo recinto itinerante, seria sempre exigível a apresentação de uma declaração expressa por parte do proprietário no sentido de autorizar essa mesma instalação”, pode ler-se na sentença.

Nesse sentido, Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto considerou válida a decisão do município em rejeitar o pedido de licenciamento, julgando a intimação improcedente.

Perante esta decisão, o Clube Taurino da Póvoa e a empresa Aplaudir, ambos organizadores do espectáculo, decidiram “reagendar a tourada para Julho de 2020”, considerando, também, “que a instabilidade das condições meteorológicas podiam ameaçar a realização da corrida até ao final da temporada (01 de Novembro)”.

“A nossa preocupação sempre foi a valorização da cultura taurina e proporcionar um bom espectáculo tauromáquico a quem se deslocasse à praça amovível. Não seria uma questão burocrática, como a invocada pelo TAF, que nos iria impedir de realizar a corrida ainda em 2019. Para nós, seria sempre uma questão de tempo”, pode ler-se num comunicado emitido pelo clube.

Na análise à sentença hoje conhecida, o Clube Tauurino considerou que o tribunal “deu razão em toda a linha à organização, embora tivesse considerado ser necessária a entrega de um documento do proprietário indicando expressamente a não oposição para a montagem da praça de touros”.

O clube informou, ainda, que “todos aqueles que tinham comprado bilhete, podem solicitar a devolução do valor no local onde o ingresso foi adquirido”, sublinhado que “em Julho de 2020 as touradas voltarão à Póvoa de Varzim”.

Fonte: SAPO24

ÁFRICA Demanda por carnes exóticas ameaça espécies protegidas

Residentes locais caçam animais ameaçados em extinção para vender sua carne nos mercados das cidades, pesquisadores alertam que as florestas estão sendo “esvaziadas” a um ritmo alarmante

Foto: Reuters

Caçadores africanos estão matando espécies ameaçadas de extinção nas selvas da África Central para vender sua carne nos mercados como forma de sobrevivência.

Pesquisadores alertam que as florestas da região estão sendo esvaziadas de animais a um ritmo alarmante por caçadores de “carne selvagem” que procuram ganhar dinheiro.

Mohamed Esimbo Matongu é funcionário do governo do Congo que também caça os animais protegidos, alegando que é a única maneira de garantir o sustento de sua família.

Uma vez por mês, ele sai de sua casa na cidade congolesa de Mbandaka apenas para caçar animais selvagens.

Foto: Reuters

Embora ele trabalhe para uma agência governamental, o congolês diz que precisa da renda obtida com a venda da maior parte do que mata para sustentar sua esposa e filhos.

“Quando eu era adolescente, tive que viajar mais de 10 km rio acima para encontrar animais para caçar. Mas agora tenho que percorrer 40 km para encontrar um terreno de caça decente”, disse Matongu, que tem 61 anos.

Quando vai caçar, aluga uma canoa e um par de remos e embala um rifle caseiro, uma dúzia de cartuchos e bastante kwanga, um pão tradicional feito de mandioca, o suficiente para durar por alguns dias.

Ele fica em uma cabana próxima de um afluente do rio Congo e percorre a floresta dia e noite em busca de qualquer animal selvagem que possa encontrar, incluindo macacos, antílopes da floresta, crocodilos, pítons e porcos do rio.

Foto: Reuters

Muitos animais, incluindo os macacos bonobo e os pangolins, são protegidos pelo direito internacional, mas a falta de supervisão do governo faz com que essas espécies ameaçadas de extinção sejam regularmente mortas.

Matongu diz que seu salário mensal de cerca de 75 dólares não é suficiente para cobrir as necessidades de sua esposa, quatro filhas, dois irmãos e sobrinho que vivem sob seu teto.

“Como devo alimentar, vestir, sustentar tantas pessoas? Às vezes, nem recebo o pagamento no final do mês”, disse ele. “Aqui é o Congo: tentamos fazer o possível para sobreviver”.

Para outros caçadores, como Celestin, um estudante de conservação em Mbandaka que pediu para não ser identificado na íntegra, a necessidade de sobreviver em um dos países mais pobres do mundo pode anular as preocupações com os animais.

Foto: Reuters

“Caçar algumas espécies é proibido, eu sei disso, mas me permite pagar meus estudos e sustentar minha família”, afirmou.

Depois de alguns dias caçando na floresta, Matongu vende a maior parte do que matou – ganhando de 5 mil a 100 mil francos congoleses (cerca de 7 a 60 dólares) – e guarda carne suficiente para sua família por alguns dias.

Sua captura vai para os mercados de Mbandaka, onde milhares de comerciantes se reúnem toda sexta-feira para comprar carne de animais das barcaças que chegam.

Os estandes estão cheios de crocodilos, lagartos-monitor, além de macacos recém-mortos, antílopes e outras espécies que ficam amarradas e expostas nas barracas.

Foto: Reuters

Fonte: ANDA

Mais da metade dos pinguins-imperadores do mundo morrerão em 80 anos

Cientistas avisam se o derretimento de gelo na Antárctica seguir no ritmo actual, a espécie sofrerá uma devastação de difícil recuperação em suas populações

Foto: Shutterstock/Mario Hoppmann

Mais da metade dos pinguins-imperadores do mundo morrerão nos próximos 80 anos por causa do derretimento do gelo, alertam os cientistas.

Graças a pesquisas aéreas e por satélite, os pinguins-imperadores são provavelmente as únicas espécies nas quais os cientistas podem ter certeza de seus números – cerca de 600 mil.

Mas na terça feira (8) o Departamento Britânico de Pesquisa na Antárctica alertou que mais da metade das aves – pelo menos 300 mil – morrerão sob as actuais taxas do aumento da temperatura global.

Isso ocorre porque o gelo marinho no qual eles precisam para se reproduzir corre o risco de derreter devido ao aumento da temperatura.

Em um artigo publicado na revista Biological Conservation, uma equipe internacional de pesquisadores revisou mais de 150 estudos sobre a espécie.

Os cientistas dizem que a pesquisa actual sugere que “as populações de pinguins-imperadores diminuirão em mais de 50% ao longo do século actual”.

Os pinguins-imperadores são espécies únicas entre os pássaros, pois se reproduzem no gelo marinho antárctico sazonalmente.

Foto: Shutterstock/Gaearon Tolon

Eles precisam de gelo marinho durante o tempo em que incubam seus ovos e enquanto criam seus filhotes.

Eles também precisam de gelo marinho estável depois de terem se reproduzido, durante o período em que migram anualmente, período em que não podem entrar na água, pois suas penas não são mais à prova d’água.

Pinguins-imperadores dependem de gelo estável durante todo o seu período de reprodução.

Consequentemente, a formação tardia de gelo no mar, o rompimento precoce ou mesmo a falha completa da formação rápida de gelo reduzem fortemente as chances de reprodução e criação de filhotes bem-sucedida e persistência da espécie em qualquer local.

O autor principal do estudo, Dr. Philip Trathan, chefe de Biologia da Conservação no Departamento Britânico de Pesquisa na Antárctica (BAS) disse ao Daily Mail: “A taxa atual de aquecimento em determinadas partes da Antárctica é maior do que qualquer coisa no recente registo glaciológico”.

“Embora os pinguins-imperadores tenham experimentado períodos de aquecimento e resfriamento ao longo de sua história evolutiva, as taxas actuais de aquecimento não possuem precedentes”, alertou o cientista.

Foto: Frederique Olivier

“Atualmente, não temos ideia de como os pinguins-imperadores se ajustarão à perda de seu habitat primário de reprodução – o gelo do mar. Eles não são ágeis e conseguir escalar em terra através de formas íngremes na costa será difícil”.

“Para a reprodução, eles dependem do gelo marinho e, em um mundo em aquecimento, há uma alta probabilidade de que isso diminua. Sem ele, eles terão pouco ou nenhum habitat para reprodução”.

Peter Fretwell, especialista em sensoriamento remoto da BAS e co-autor do artigo, disse ao Daily Mail: “Algumas colónias de pinguins-imperadores podem não sobreviver nas próximas décadas, então devemos trabalhar para dar o máximo de protecção possível às espécies, a fim de lhes dar a melhor chance”.

Rod Downie, consultor-chefe polar da WWF, que financiou o estudo, disse ao Daily Mail: “Os pinguins-imperadores estão perfeitamente adaptados para sobreviver na fronteira mais remota e extrema do planeta. Mas nem eles podem se esconder da crise climática global, pois perdem o gelo do mar bem debaixo de seus pés.”

“Precisamos tomar medidas urgentes para proteger essas espécies incríveis por meio da criação de vastas áreas marinhas protegidas e cortes rápidos e profundos nas emissões de gases de efeito estufa”.

Fonte: ANDA