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Mário Amorim

Adoramos todos pagar para haver touradas

Diogo Faro - SAPO 24

Opinião de Diogo Faro

Ou não? Claro que adoramos. Entre financiamento público directo e isenções fiscais, nem se sabe bem ao certo em quanto é que as touradas são ajudadas, mas são uns belos milhões por ano.

E não vos dá um quentinho no coração saber que cada um de nós contribui — 16 milhões de euros, para referir o número estimado pela plataforma “Fim dos dinheiros públicos para as touradas” — para a indústria de espetar ferros no lombo de touros até se esvaírem em sangue, para o nobre e evoluído gáudio do antropocentrismo bacoco? Ai, a mim dá, sim senhor. Quando penso nos impostos que pago, claro que gosto de saber que vão ser usados na educação pública, no SNS, transportes públicos, infraestruturas ou, entre outras coisas, no apoio à cultura (por acaso, este apoio não chega a 1% do Orçamento do Estado, mas quem, que sociedade, é que precisa assim tanto de cultura?). Agora, claro que nada disto é tão prazeroso quanto saber que também financio uma actividade de uma elite de agrobetos cujo propósito maior na vida é uma pretensa superioridade moral em relação a um animal em óbvia desvantagem.

Sendo que para aí 95% dos portugueses ama tourada, que as praças de touros estão sempre a abarrotar de público e que são uma indústria tão forte, — isto tudo segundo os aficionados, claro — poderíamos dizer então que não precisava de quaisquer dinheiros públicos porque se auto-financiava. Verdade. Mas assim, com a ajuda de todos, o lucro que uns poucos ganham ao torturar animais é muito maior. E tendo em conta que se trata de tradição e da verdadeira cultura portuguesa, é até patriótico que assim seja.

Esta semana, o parlamento discutiu a hipótese de se acabar com o financiamento público das touradas. Para bem do país, PS, PSD, CDS, PCP e Chega não permitiram que isso se tornasse realidade. Bem sei que a proposta nem era de proibir totalmente actividades bárbaras, mas não deixa de ser quase tão descabido quanto isso, propor que os milhões que vão para as touradas passassem a ser investidos em habitação, saúde ou educação. Ganhem juízo, por amor de Deus.

Chamem-me ambicioso, quem sabe um louco sonhador, mas acho que agora devíamos ir mais longe e também reservar verbas de dinheiro público para a queima do gato vivo e as lutas de cães. São coisas lindas, enriquecedoras da cultura nacional e que deviam ser pagas com o dinheiro de todos também. Rumo ao progresso, rumo ao futuro, rumo a um país evoluído e em condições. Não é cá como os chineses que comem morcegos e outros bichos estranhos. Que nojo.

Sugestões mais ou menos culturais que, no caso de não valerem a pena, vos permitem vir insultar-me e cobrar-me uma jola:

Why I’m No Longer Talking to White People About Race: um grande e importante livro que explica bem a gravidade do racismo sistémico.

Fonte: SAPO24

UM ENORME EXEMPLO DO QUE É LUTAR…

Activist Pete Bethune stabbed in Brazil | RNZ News

Tenho muita admiração pelo Capitão Peter Bethune.
E não é de hoje que o admiro.
Ele quer mudanças e corre a traz delas.
Ele faz o que tiver de fazer, em prol das mudanças que ele quer que se tornem realidade.
Não espera que elas aconteçam.
Age, para que elas aconteçam.
Fosse a luta contra a tauromaquia em Portugal, como ele, e já não existiria há muitos anos.
É de pessoas como o Capitão Peter Betune que a luta contra a tauromaquia em Portugal precisa. É de pessoas que sigam as pisadas dele, os métodos dele, que a luta contra a tauromaquia em Portugal precisa!

Mário Amorim

MASSACRE Dezenas de gazelas ameaçadas são mortas por caçadores na Nigéria

Cerca de 40 gazelas-dorcas (Gazella dorcas), espécie criticamente ameaçada de extinção, foram cruelmente mortas por caçadores na Reserva Nacional Termit e Tin-Toumma, no Níger, uma das maiores reservas naturais da África. O local possui mais de 100 mil quilómetros quadrados de habitats desérticos.

O episódio está sendo considerado, junto ao massacre de elefantes em Botsuana, uma das maiores tragédias conservacionistas de toda a história de todo o continente africano. Quatro homens estão sendo apontados como responsáveis pelas mortes das gazelas e são acusados de preparar a carne dos animais para exportação.

Mamane Hamidou, directora ambiental da região de Zinder, segunda maior cidade de Níger, aponta que a morte em massa das gazelas é um desastre conservacionista. “É o pior massacre cometido na reserva. Antes, era em pequena escala, uma gazela aqui, uma gazela ali”, disse a especialista.

Fonte: ANDA

85 wishes on the 85th Birthday of His Holiness the Dalai Lama

Líder espiritual tibetano Dalai Lama teve alta hospitalar | Dalai ...

Sua Santidade o Dalai Lama fez 85 anos, dia 6 de Julho de 2020!

Desejo, aqui feliz aniversário, a Sua Santidade o XIV Dalai Lama!
Que esteja presente entre nós, centenas de éons!

File:The National Flag of Tibet.png - Wikimedia Commons

FREE TIBET!

Mário Amorim

ONDE ESTAVA A BASTA ESTA SEMANA?

CETA-Check no Parlamento Português - TROCA

Vou voltar a ser frontal… Mas tenho de ser!

Onde estava a BASTA esta semana?
-Não estava. Não existia!

Algum dia, uma verdadeira plataforma, iria alguma vez permitir que o fim dos subsídios para a tauromaquia fosse chumbado no Parlamento?
-Evidentemente que não iria permitir o chumbo. Nem admitiria tal hipótese!

Com um bom tempo, iria, junto da Assembleia da Republica exercer lobbing diário a absolutamente constante, junto de todos os partidos, até ter a certeza que o fim dos subsídios para a tauromaquia, iria ser aprovado. Mas ao invés disso, o que foi que a BASTA fez? -Nada. Não fez nada. E o resultado disso foi o chumbo!

Uma verdadeira plataforma não permite chumbos na AR, seja eles quais forem, ponto.
É uma autêntica carraça na AR, dia após dia, até conseguir o que quer.
Não desarma, na AR. É assim uma verdadeira plataforma!

A BASTA pensa que só estar presente na Net que serve. Não serve. Tem de estar presente na TV, desde logo com um anuncio. E tem de se fazer presente nas salas de cinema. Disse isto anteriormente e repito!

Por tanto!
Estou inteiramente disponível para integrar uma plataforma anti-tourada, mas não como a BASTA, que pura e simplesmente quando é mais precisa, assistimos à sua total inoperância, com os resultados que não queríamos.
Só estou inteiramente disponível para integrar uma Plataforma a sério!

Mário Amorim

SERÁ QUE A BASTA SÓ EXISTE NA NET?

Plataforma Basta de touradas - Portugal

Eu lutei há uns anos a traz pela constituição da BASTA.
E uma das razões do meu afastamento da luta em grupo, foi que a BASTA não tem nada a ver com a plataforma que quis que fosse criada.
Se não vejamos.
Uma verdadeira plaforma contra as touradas, não permite fracasso, após fracasso no Parlamento. Pois faz lobby sistemático e cada vez mais forte, ao longo de todo o ano, na AR.
Uma verdadeira plataforma contra as touradas, engloba todas; repito, todas as associações e movimentos, de todo o país, que são contra a tauromaquia.
Esta plataforma está próxima dos portugueses, ao longo de todo o ano, com conferencias e ainda mais fortes, antes das eleições por todo o país, nas Fnacs e não só.
Esta plataforma está presente nas TV, com um anuncio.
Ou seja; estar presente apenas no Facebook, no site. Estar presente na Net, de diversas formas não chega.
Tem de por exemplo criar um documentário, com imagens riais, gravadas, antes, durante e depois de uma corrida de touros, para ser visto nas salas de cinema.

A BASTA só existe na Net.
Não existe como deveria existir.
E agora pergunto. É desta forma que ela quer a abolição da tauromaquia?

Mário Amorim

FINAL FELIZ Cão e tutora vivem reencontro emocionante após animal desaparecer por dois anos

Enquanto a tutora chorava de felicidade, o cachorro abanava o rabo e pulava em seu colo, demonstrando que também sentiu saudades

Lágrimas no rosto da tutora e um rabinho abanando freneticamente. Esse é o resumo do momento em que Linda Harmon reencontrou Twixx, o amado cão de sua família que havia desaparecido há dois anos.

O labrador escapou de casa após cavar um buraco embaixo da cerca do quintal. Na época, a tutora fez buscas pelo bairro, colocou posteres em vários locais e iniciou uma campanha nas redes sociais. Nada surtiu efeito.

A única notícia que Linda recebeu foi a de que o cachorro havia morrido em decorrência de um atropelamento. A informação chegou até ela através de uma mulher que acompanhava a história do cão no Facebook.

A tutora, então, informou à empresa de microchips, que forneceu o chip de identificação do cão, que o animal tinha morrido. Ela, no entanto, não aceitava a notícia. “Nunca acreditei verdadeiramente em meu coração. Meu marido disse: ‘Você precisa deixar isso para lá. Você está sofrendo por ele’. Mas eu disse que nunca conseguiria outro cachorro e não o fiz por dois anos”, contou.

Uma ligação inesperada, recebida por Linda no início de Julho, provou que ela estava certa. O labrador não tinha morrido e um abrigo para animais a contactou dizendo que o havia resgatado.

“Eu apenas comecei a chorar. Eu estava chorando sem parar, e eu estava com alguns membros da igreja e eles correram para mim, pensando que eu tinha más notícias. Mas quando eles me olharam eu estava sorrindo”, relatou.

Com medo de que o cachorro não lembrasse dela, Linda bolou um plano junto ao abrigo: decidiu que chegaria ao local e chamaria por ele enquanto o labrador ainda estivesse dentro de sua baia, para não correr o risco de assustá-lo.

Mas Twixx não só reconheceu sua tutora, como ficou muito feliz ao vê-la. Quando Linda chegou ao local, o chamou por seu apelido – “Tootaroota”. O cão, então, passou a farejar o cheiro dela.

“Finalmente, quando eu berrei ‘Twixx’, ele correu para o portão e ficou atento”, disse. “E ouvi uma senhora dizer: ‘Deixe-o sair porque ele está tentando encontrá-la’”, acrescentou.

Ao ser solto, o cachorro correu para os braços de sua tutora, que chorou de emoção. “Ele não parava de se mexer – oh meu Deus – e simplesmente pulou em cima de mim”, contou Linda. “Então ele colocou a cabeça nos meus braços e me olhou directo nos olhos, como se estivesse dizendo: ‘Tenho que ver que essa é realmente você’”, concluiu.

O reencontro emocionou os voluntários do abrigo, que ficaram felizes com o retorno do cachorro ao seu lar, de onde ele jamais deveria ter saído.

Veja o momento em que o cão revê sua tutora:

Fonte: ANDA

Emmanuel Macron promete €15 biliões para combater a crise climática

Presidente francês anuncia medidas de “onda verde” em eleições locais

Imagem da Torre Eiffel, em Paris, na França

Emmanuel Macron prometeu um orçamento extra de €15 biliões (cerca de R$90,3 biliões) para combater as mudanças climáticas nos próximos dois anos e estuda a possibilidade de criar um referendo para incluir o crime de “ecocídio” na constituição francesa.

As medidas foram anunciadas algumas horas depois que outros candidatos provocaram uma onda verde em toda a França, conquistando os eleitores locais que o presidente não havia cativado.

Na reunião com os membros da Comissão de Cidadãos pelo Clima – um comitê com 150 franceses – Macron prometeu um fundo extra e medidas urgentes. Ele aceitou 146 das 149 recomendações propostas pela comissão.

Macron disse que espera implementar as medidas imediatamente e que a nova lei estaria em vigor antes do final do verão. Além disso, ele deu os parabéns à comissão por “fazer a escolha de colocar o meio ambiente no centro do nosso modelo económico”, mas rejeitou a
sugestão de um imposto sobre investimento e adiou o debate sobre o limite de velocidade em estradas francesas.

A Comissão de Cidadãos pelo Clima é a parte de um experimento democrático na França onde um grupo de cidadãos variados foi convidado para definir a política ambiental dos últimos dois anos do governo de Macron – e especificamente como diminuir em 40% a
emissão de carbono no país até 2030.

As propostas do grupo foram elaboradas em cima de cinco temas: transporte, habitação, trabalho e produção, alimentação e consumo de recursos naturais.

Os resultados das eleições municipais na França, nas quais o partido ambientalista Europe Écologie Les Verts obteve ganhos significativos em uma votação marcada pela nova crise do Coronavírus e pela abstenção histórica, tornou a resposta de Macron crucial para o seu partido centrista La République en Marche (La REM).

A votação foi um golpe previsível para o partido La REM, que se fracturou no cenário nacional político francês mas fez pouco sucesso nas eleições locais fora de Paris.

Os ecologistas dominaram as maiores cidades incluindo Lyon, Bordeaux, Strasbourg, Marseille and Besançon e outras grandes cidades na votação. Em Paris, onde a prefeita de esquerda, Anne Hidalgo, em aliança com EELV, foi reeleita com um número grande de votos que priorizava combater a poluição, a crise climática e o maior uso de energia limpa.

O ambientalista Yannick Jadot disse que os resultados significam um “novo desenho de uma paisagem política” em torno de problemas ecológicos.

“As pessoas estão tentando fazer sentido as coisas, nosso modo de viver, nossa casa, a densidade da cidade, comida, viagem, solidariedade, novos métodos de democracia… Parte dessa população tem um desejo, uma vontade, por mudanças reais na nossa sociedade, que seja social e económica”, disse Jadot para o jornal “Ouest-France”. “Obviamente, haverá uma antes e depois das eleições locais de 2020. É uma verdadeira virada política no nosso país”, completou ele.

O Greenpace acusou Macron de diluir as propostas da comissão usando piadas para evitar medidas importantes. “A mensagem enviada para as eleições municipais são claras: meio
ambiente e a crise climática não são as únicas preocupações do povo francês, mas uma prioridade política que deve resultar em atos, medidas concretas e um objectivo geral seguindo o acordo climático de Paris. A Comissão de Cidadãos disse a mesma coisa e precisará de mais do que um adorável discurso para satisfazer as expectativas”, diz Jean-François Julliard, diretor da Greenpeace France.

Clément Sénéchal, responsável pela campanha climática do Greenpeace France, disse que o governo poderia fazer as suas acções corresponderem às palavras ditas pelo presidente, fazendo auxílios estatais a empresas atingidas pelo Coronavírus, incluindo montadoras e companhias aéreas, dependendo da sua disposição de introduzir medidas sociais e ambientais. “Isso forçaria as empresas poluidoras a mudarem o seu modelo e
ficar para trás do acordo de Paris”, diz Sénéchal.

É fato que o presidente está considerando uma mudança em seu governo, incluindo a demissão do seu primeiro-ministro Édouard Philippe, que foi eleito prefeito de Le Havre.

Fonte: ANDA

 

CONSCIÊNCIA AMBIENTAL França quer introduzir ecocídio na constituição

Os cidadãos franceses encarregados de fazer propostas em favor do clima votaram a favor da organização de um plebiscito para introduzir a luta contra a mudança climática na Constituição francesa e criar o delito de ecocídio (sobre-exploração de recursos não-renováveis)

ANDA

A Convenção do Cidadão pelo Clima (CCC), encarregada de propor medidas destinadas a reduzir em 40% das emissões de gases de efeito estufa, adotou pela maioria pedir em plebiscito à introdução no prefácio e artigo 1 da constituição as noções de proteção do meio ambiente, a biodiversidade e a “luta contra a desordem climática”. Entre as propostas, também pensam em criar o delito de ecocídio.

Os participantes, escolhidos por sorteio, rejeitaram a mudança. A ideia de utilizar o plebiscito para interrogar os franceses sobre outras medidas específicas, o que parece contrariar ao presidente Emmanuel Macron, que mostrou esta semana que deseja organizar na medida do possível uma consulta sobre diferentes assuntos.

A CCC rejeitou assim a ideia de submeter o plebiscito 10 series de medidas sobre assuntos que vão desde a renovação térmica obrigatória aos edifícios à limitação da publicidade ou medidas para reduzir o espaço dos veículos.

“Constituição, ecocídio, ok para um plebiscito. Para o resto, o poder que assuma suas responsabilidades”, disse um dos participantes, antecipando resumidamente os argumentos pela maioria dos participantes.

Macron havia decidido organizar este exercício de democracia participativa inédita na França à raiz da crise dos “coletes amarelos”, activada precisamente pela introdução de uma taxa de carbono aos combustíveis. O dia 29 de Junho foi a previsão de receber os participantes para dar a eles as “primeiras respostas”.

A CCC não voltou a introduzir imposto aos combustíveis, mas propôs outras 150 medidas. Uma das mais polémicas é a redução do tempo de trabalho a 28 horas por semana, que foi descartada com 65% dos votos.

Uma medida que sem dúvida dividirá a opinião pública é a redução da velocidade na auto-estrada de 130 a 110 km/h, que recebeu 60% dos votos. A proposta irritou as associações de automobilistas, que ainda não havia se recomposto da redução de 90 a 80 km/h nas estradas nacionais.

Fonte: ANDA