CONTEÚDO ANDA Reserva sul-africana concede licença para caçadores matarem elefante de presas gigantes

https://i0.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/03/pin-2-e1490714449389.jpg

Uma licença para caçar um suposto elefante de presas gigantes foi concedida pela Timbavati Private Nature Reserve, que faz fronteira com o Kruger National Park, na África do Sul.

A caça é uma séria ameaça ao futuro dos elefantes africanos. Dezenas de milhares de elefantes são assassinadas anualmente para abastecer a demanda por marfim.  Mais de 80 elefantes foram mortos no Kruger National Park desde setembro de 2015 sugerindo que a caça epidêmica está se espalhando em direção ao sul, conforme apontado pela organização de proteção animal Born Free.

Os elefantes chamados “super tuskers” são aqueles cujas presas são grandes o suficiente para chegar ao chão. Cada uma de suas enormes presas pode pesar tanto quanto uma pessoa comum e elas são valorizadas por caçadores de “troféus”. Estes animais mais velhos são altamente ativos do ponto de vista reprodutivo e os elefantes que possuem entre 40 e 55 anos são considerados mais propensos a ter filhotes semelhantes.

Podem existir apenas 20 elefantes de presas gigantes vivos em toda a África. O Kruger National Park e as reservas privadas circundantes são um dos últimos lugares a abrigar a espécie no continente.

O diretor associado da Born Free, Mark Jones, disse: “A Born Free se opõe à matança de qualquer animal por esporte ou prazer. Entretanto, vender uma licença para que um caçador de ‘troféus’ possa alvejar um elefante de presas gigantes é particularmente prejudicial, numa época em que os elefantes em todo o continente africano estão sob enorme pressão devido à caça de marfim”.

“Há muito poucos [elefantes] de presas gigantes deixados em África e sua proteção é vital para que seu conhecimento e seus genes possam ser passados para futuras populações de elefantes. Esta decisão cínica é claramente focada no lucro em curto prazo e só pode prejudicar a reputação de Timbavati e da África do Sul e o futuro dos elefantes restantes. Isso deve ser revertido”, acrescentou.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Centenas de pessoas se mobilizam em todo o mundo para salvar elefanta desnutrida

https://i2.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/03/bb-6-e1490620007112.jpg

Quando Lek Chailert viu um bebê elefante em perigo, ela sabia que tinha que agir rapidamente. A elefanta de três meses era tão magra e desnutrida que era possível contar suas costelas. Se ela não obtivesse uma nutrição adequada logo, iria morrer.

Chailert, o fundador do Elephant Nature Park, um santuário de elefantes na Tailândia, visitava outro orfanato de elefantes em Myanmar quando encontrou a pequena elefanta faminta.

https://i2.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/03/b2-2-e1490620096885.jpg

Não se sabe o que aconteceu com a mãe da elefanta ou como ela acabou no orfanato, mas ela recebeu o nome de Eyeyarmay.

Eyeyarmay não é a única de sua espécie no orfanato. O elefante Yuyu, de sete meses, e a elefanta Mary, de quatro meses, também moram lá, de acordo com o post de Chailert no Facebook.

Todos os três órfãos precisarão de cuidados especiais, mas Chailert parece especialmente preocupado com Eyeyarmay.

https://i0.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/03/b3-3-e1490620139228.jpg

“O bebê precisa de cuidados diretos neste momento e acompanhamento materno. A nutrição de um bebê é muito delicada porque sua vida nesta fase é muito frágil”, escreveu Chailert no Facebook.

De acordo com o The Dodo, em Myanmar, assim como outras partes de Sudeste Asiático, cada elefante é especialmente importante. Os elefantes asiáticos estão atualmente classificados como ameaçados pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (UICN). As ameaças incluem a caça, a destruição do habitat e o conflito com seres humanos.

https://i1.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/03/b4-e1490620176781.jpg

Salvar a vida de Eyeyarmay não será fácil. Agora ela realmente precisa de leite, mas Chailert explicou que é difícil obter leite de fórmula para elefantes em Myanmar . Além disso, como o orfanato é novo, não há financiamento para importar a fórmula de outro país.

Chailert disse que os cuidadores têm recorrido ao leite de vaca para alimentar o bebê, mas isso pode causar disenteria e outros problemas de saúde.

No entanto, a situação de Eyeyarmay está melhorando. Após o post no Facebook, centenas de pessoas se ofereceram para ajudá-la e com todos os esforços combinados, a vida da pequena elefante pode ser salva.

https://i0.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/03/b5-3-e1490620265268.jpg

Chailert está pedindo doações de dinheiro para ajudar a obter a fórmula de elefante para o orfanato de Myanmar.
“Uma caixa pode ajudar a salvar a vida dessa elefanta”, escreveu ele.

Para ajudar Eyeyarmay a obter a fórmula de que ela precisa, é possível fazer uma doação para a Save Elephant Foundation. Outra possibilidade é enviar a fórmula diretamente para o acampamento. O endereço do local está no post do Facebook de Chailert.

Fonte: Anda

 

CONTEÚDO ANDA Tigres espancados e elefantes órfãos: a realidade cruel das selfies com animais

https://i1.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/03/tig-1-e1490284115408.jpg

É um ritual para muitos turistas. Eles visitaram a Tailândia e tiraram uma selfie com um grande felino no Templo do Tigre, vão ao Marrocos e seguram um macaco forçado a usar um vestido ou posam com um crocodilo em uma fazenda no Vietnã.

“A ironia é que as pessoas costumam tirar essas fotos porque amam animais. Porém, por trás dessas selfies há muito abuso”, diz Chiara Vitali, gerente de campanhas da World Animal Protection.

“Se você está tirando uma foto com um filhote de tigre, é provável que ele tenha sido arrastado para fora como uma propriedade e, em seguida, seja levado de volta para a sua jaula durante a noite, quando os tigres devem caminhar. Para obter essa imagem, ocorre uma enorme crueldade contra os animais”, acrescenta.

https://i1.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/03/ti-1.jpg

Enquanto essas interações geram um fluxo interminável de fotos no Facebook e no Instagram, elas são grandes negócios também. Estima-se que 110 milhões de pessoas visitem essas atrações cruéis todos os anos, conforme divulgado pelo Independent.

A indústria de viagens está dando grandes passos rumo a um caminho mais ético. Recentemente, a maior feira de viagens do mundo, a ITB Berlin, anunciou que a World Animal Protection está se unindo a líderes da indústria para promover um turismo que não explore elefantes.

As empresas líderes do setor, incluindo o TUI Group e o Intrepid Group, estão incentivando padrões mais elevados de bem-estar animal. Elas já não promovem viagens para locais que oferecem passeios de elefante ou contato direto com animais.

https://i2.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/03/el.jpg

Apesar de isso ser vendido aos viajantes, montar em elefantes não faz parte da cultura tailandesa. Isso foi desenvolvido em resposta à demanda turística.

“A maioria desses elefantes é arrancada de suas mães quando filhotes. Eles fazem isso para quebrar seu espírito. Muitas vezes, eles ficam famintos ou são espancados para que aprendam a ser submissos. Os treinadores podem tratá-los assim por cerca de uma semana, mas lhes causam um medo de seres humanos durante o resto de suas vidas. É por isso que muitas vezes os treinadores carregam uma vara com um gancho na ponta”, explica Vitali.

https://i2.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/03/sm-1-e1490284299901.jpg

“Pode parecer que os golfinhos estão se divertindo, mas pensem como o animal está nessa situação, cercado por pessoas. Os golfinhos são muitas vezes capturados na natureza. Os caçadores separam os golfinhos jovens de seus grupos, muitos dos quais morrem durante esse processo, pois é muito traumático. Estas criaturas são feitas para nadar quilômetros pelo oceano, por isso colocá-las em uma piscina é equivalente a colocar uma pessoa em uma sala para o resto de sua vida”, diz Chiara.

Encantadores de serpentes

Não há nenhuma qualidade em encantar serpentes. Esses animais são arrancados de seu habitat, têm seus dentes removidos sem analgésicos ou seus dutos de veneno perfurados com uma agulha quente para destruir sua única forma de defesa. Suas “danças” despertadas pela música são, na verdade, um movimento feito porque eles ficam aterrorizados.

Selfies com tigres

Em 2016, 137 tigres foram resgatados do Templo do Tigre, a oeste de Bangkok, após relatos de que estavam sendo fortemente sedados, espancados e mantidos em jaulas de concreto. As autoridades também encontraram 40 filhotes mortos em um freezer. O templo, que ganhou cerca de 4,9 milhões de libras por ano com venda de ingressos, foi fechado, mas atualmente há planos para abrir um novo zoológico ao lado do local.

“Os tigres são animais solitários, por isso não é natural para eles estar com centenas de pessoas ao redor. Olhe para os sinais de estresse, como os tigres caminham de um lado para o outro”, diz Vitali.

Ursos que dançam

Parece bastante óbvio que os ursos não nasceram para dançar, mas eles ainda são usados para entretenimento na Europa Oriental e Ásia.

“Ursos são feitos para andar livres. Animais selvagens como este não têm um relacionamento instintivo com os seres humanos, como um cão teria. Se os ursos são ensinados a reagir de uma certa maneira por um treinador, geralmente fazem isso devido à dor e ao medo”, destaca Vitali.

Fonte: ANDA

« O TOUREIO TEM OS DIAS CONTADOS»

Na Colômbia progride-se. A petição que assinei deu preciosos frutos. Em Portugal caminha-se ainda por trilhos mediavalescos, ensanguentados, viscosos, infectos…

Abolicionistas portugueses: ponham os olhos neste exemplo. Não basta o blá blá blá habitual É preciso PRESSIONAR os que podem e mandam.

Eis o comunicado que me foi dirigido (traduzido do original).

NO.jpg
Julian Andrés Coy

Colômbia

«Feb 6, 2017 — Demos um grande passo! Aplaudimos o facto de o Tribunal Constitucional ter chumbado a norma que dava aval à existência de touradas, no entanto, a nossa luta continua.

O Tribunal concedeu ao Congresso dois anos para que legisle sobre as touradas. Isto implica que agora devemos pressionar o Congresso, recordando-lhes que o toureio tem os dias contados.

YVrxYRuxtSuNjGC-800x450-noPad.jpg

O Congresso não só deve legislar sobre a tauromaquia, como também sobre qualquer actividade que envolva animais na Colômbia. Se isto não acontecer essas actividades transformar-se-ão em delito.

Foi notável todo o apoio alcançado nesta petição. É incrível ver tantas pessoas juntas rejeitando o maltrato animal.

 No entanto agora temos de estar mais unidos do que nunca. Chegámos a este ponto, graças à mobilização de milhares de pessoas como tu (61.803 assinantes), só falta um pouco mais.

A nossa luta continua, agora no Congresso.

Muito obrigada por fazeres parte desta comunidade. Em breve estaremos a convidar a todos para nos unirmos numa nova petição para pressionar o Congresso».

***

A Colômbia pode contar comigo. Como sempre.

Fonte:

https://www.change.org/p/cconstitucional-magistrados-nom%c3%a1sdilaci%c3%b3n-colombiasintortura-colombiasintoreo/u/19312421?utm_medium=email&utm_source=notification&utm_campaign=petition_update&sfmc_tk=my8cdGJ66Q%2fhFN2%2bNLwF3V6LEDQO7pk91wUzuyOotBTLlIqB9xyIRu9hUiqpNLfN

Fonte: Arco de Almedina

***

A Colômbia também pode contar comigo, sempre!

Quanto à luta contra a tauromaquia em Portugal, o que se passa, é que ainda não foi percebido, de que a luta, não pode ser feita, apenas nas cidades onde é realizada. Tem de ser feita por todo o país. Em Lisboa, no Porto, em Coimbra, em Braga, em Faro, em Lamego, em Évora, em Portalegre, em Guimarães, em Viana do Castelo, em Chaves, em Freixo de Espada à Cinta, em Marco de Canaveses, em Mirandela, na Guarda, em Viseu, em Aveiro, em Espinho, em Santa Maria da Feira, em Paços de Ferreira, em Leiria, em Tomar, e em muitas, muitas outras cidades, do continente e das ilhas. E como tem de ser feito? – Tem de ser feito, numa grande manifestação, simultânea, a exigir a ABOLIÇÃO da tauromaquia. E essa é a melhor, a mais clara e mais forte pressão, para que o Parlamento perceba, de que a tauromaquia tem de ser abolida.

O grande problema, é que não se quer perceber isto, em Portugal. E resultado disso? – A Colômbia avança. Espanha avança. México avança. E Portugal, parado, paradinho. Portugal, enquanto outros avançam, vai ficando cada vez mais para traz. Outros são a Lebre. E Portugal é a tartaruga!

Mário Amorim

De partir o coração! CONTEÚDO ANDA Caçadores capturam e matam os últimos búfalos selvagens dos EUA

https://i2.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/03/BU-e1490185581534.jpg

Mais de 1200 dos últimos búfalos selvagens dos EUA foram mortos neste inverno e a crueldade ainda não acabou. A caça ao redor de Yellowstone tirou a vida de mais de 400 búfalos e os caçadores ainda estão fazendo mais vítimas.

Nessa época do ano, os búfalos – como outros animais selvagens – têm usado todas as suas reservas de gordura e exibido suas costelas e ossos, esperando para que possam reabastecer novamente seus enormes corpos.

O inverno é longo e difícil. De acordo com a Buffalo Field Campaign, há muitos búfalos que não sobrevivem até a primavera, mas o governo não está agindo em relação a essas mortes em sua corrida para reduzir essa população de animais vulneráveis.

Além disso, caçadores ainda matam búfalas adultas que começarão a ter seus filhotes em cerca de seis semanas. Muitas vezes, as patrulhas BFC fazem descobertas dolorosas ao encontrar bebês búfalos completamente formados dentro dos corpos das mães.

https://i2.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/03/bu2-e1490185657853.jpg

O Yellowstone National Park é vergonhosamente um cúmplice da guerra da indústria pecuária de Montana contra búfalos selvagens. O local capturou cerca de 800 búfalos, que foram ou serão enviados para o matadouro. O parque continua tentando capturar animais. Recentemente, alguns búfalos resistiram a essas tentativas, enquanto outros não tiveram tanta sorte.

Patrulhas BFC documentaram como cinco cowboys montados em cavalos tentaram capturar 55 búfalos em armadilhas no parque. Todos os animais escaparam, exceto um, e correram para as colinas desesperados para sobreviver. A infeliz mãe búfala que ficou presa chamou a atenção de outro grupo de 22 animais que chegaram perigosamente perto da armadilha enquanto os caçadores se aproveitaram da situação.

Centenas de búfalos selvagens desaparecem para sempre. Mike Mease e Stephany Seay, da BFC, viram novamente guardas florestais de Yellowstone, cowboys e biólogos que faziam o serviço do Departamento de Pecuária de Montana ao carregar búfalos selvagens para caminhões destinados ao matadouro. Isso tornou-se um negócio para esses abusadores.

https://i2.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/03/bu3-e1490185709327.jpg

Eles dizem que não gostam de fazer isso, que querem que a matança acabe, mas suas ações dizem algo mais. O Yellowstone National Park não está sem um poder significativo, mas tem demonstrado que não possui coragem. O parque pode se posicionar e se recusar a participar desse absurdo, mas não o faz.

Sua rotina fria de capturar, testar, classificar e transportar o mamífero nacional do país para uma morte horrível – conforme defendem a imagem deste ser sagrado em seus uniformes – tornou-se apenas outro dia de trabalho.

O parque tenta colocar a ação de mudança nas mãos do público, fugindo da sua responsabilidade nesses crimes. Embora seja verdade que uma lei atual de Montana – MCA 81-2-120 – é o motivo por trás dos planos de má prática e gestão, Yellowstone não deve ignorar isso. O parque nacional possui uma influência surpreendente que opta por não usar. Em vez disso, seus funcionários matam os últimos búfalos selvagens dos EUA. Até o final de março, tudo isso deve acabar.

Fonte: Anda

***

Esta notícia abalou-me fortemente.
Estou profundamente triste!

Bestas humanas!
Monstros!
Psicopatas!
Sociopatas!

Que dor. Mas que dor vai no meu coração!

Mário Amorim

«VINHO, TOUROS E MULHERES»…

Um texto que escrevi em 2012.

Infelizmente está actualíssimo, o que significa que Portugal não evoluiu absolutamente nada, nesta matéria de crueldade, violência, estupidez e ignorância, que dá pelo nome de tauromaquia.

VINHO TOUROS E MULHERES.jpg
Cena do filme «Matador», de Almodovar

Por vezes deambulo pelas páginas dos tauricidas, no Facebook, para lhes “tomar o pulso”.
«tourada é tradição, é cultura, é arte, é um símbolo nacional, tal como o Fado, a Bandeira Portuguesa ou o Hino Nacional, e que se se é português, é-se aficionado, e que a tourada não pode acabar porque o Touro extinguir-se-á com ela, e quem não gosta, não vá; e que têm direito à liberdade…»
Quando me permitem, provoco-os, porque “a alma não tem segredo que a conduta não revele” Lao Tsé), e é precisamente nessa revelação que podemos conferir o carácter dos tauricidas e dos aficionados.

É que é extremamente importante conhecer a mente deles, para avaliarmos da legitimidade que dizem ter para cometer o tauricídio, e aquilatarmos da permissividade e cumplicidade dos estéreis intelectos das autoridades deste nosso País.

Quase sempre sou bloqueada nessas páginas, talvez pelo modo nu e cru como digo as coisas que os outros também dizem sob uma capa dourada e bem cozinhadas.

Ser bloqueada não é coisa que me incomode, nem pouco mais ou menos.

Contudo, desta vez, talvez por ser a página de um evento («Eu vou defender a festa», da Prótoiro), e não poder bloquear-se ninguém (não sei se é possível, o facto é que não fui bloqueada), consegui ficar ali a “picá-los”, utilizando as palavras como “bandarilhas” (a palavra é a arma com que vou para as “guerras” que travo com os homens predadores do nosso Planeta, e não são só com tauricidas, e nem só com os portugueses).

E obtive resultados magníficos, precisamente os que esperava ter.

Entretanto já havia esgrimido com os torcionários limianos, devido à minha intervenção contra a “Vaca das Cordas” (um ritual também primitivo e irracional que me chocou) os quais me atulharam de matéria-prima, para este “estudo de carácter” a que me propus.

As conclusões a que cheguei resumem-se à frase que deu título a este texto, saída da boca de um forcado (mais do que uma vez) que tem o maior orgulho de o ser, como se pegar um Touro já exaurido, mas ainda com um forte instinto de defesa, fosse a maior proeza e a suprema honra do mundo.

Descobri que «VINHO, TOUROS E MULHERES» (por esta ordem, segundo o tal forcado) é o lema dos tauricidas e aficionados, e de todos os que gostam de “divertir-se” à custa da tortura de Touros, seja em que modalidade for (há muitas variantes do arcaico ritual taurino), tendo sido utilizado várias vezes, por vários indivíduos.

Primeiro é-lhes servido o vinho, pois sem ele não teriam “coragem” de ir para uma arena enfrentar um Touro, ainda que já meio depauperado, pela tortura preliminar a que é sujeito. O que chamam a “bravura” do Touro na arena é simplesmente o instinto de defesa comum a TODOS os animais, humanos e não humanos. Podemos comparar o que se passa numa arena entre um Touro e um tauricida, com o que se passava nos circos romanos entre os homens e os leões esfomeados, ou entre dois gladiadores, onde o instinto de sobrevivência dos intervenientes humanos e não humanos era o que fazia a diferença entre viver e morrer.

Já com o vinho a correr-lhes nas veias, mais do que o sangue, lá vão eles para a arena, de fatinho justo, a marcar-lhes a formas do corpo, e collants cor-de-rosinha, demonstrar toda a selvajaria de que são capazes, mascarando aquelas caras com expressões diabólicas e grosseiras (tenho várias fotos que o demonstram), ao mesmo tempo que desvendam o verdadeiro sentido do que os leva ali: a busca de uma “virilidade” perdida.

Depois de torturarem o Touro e o Cavalo (quando o tauricídio o requer) com requintes de malvadez, deixando os animais num estado absolutamente deplorável, em extrema agonia, o que lhes acende a chama da tal “virilidade” que buscam desesperadamente, os tauricidas deixam a arena, com ares de “heróis bonifrates”, a bambolearem-se, tipo aqueles “machos” dos filmes mexicanos de má qualidade.

Saem da arena, com florzinhas nas mãos, e vão para os braços das mulheres, porque só depois do vinho e de descarregarem sobre o Touro toda a imbecilidade que lhes corrói as entranhas, conseguem o que normalmente não lhes é acessível…

Pobres mulheres, aquelas que são casadas! É a única ocasião em que podem ser mulheres…

(Atenção! Isto não sou eu que digo. São elas.) As outras, bem… lá sabem…

Afinal, qual o perfil de um tauricida e dos aficionados? 

Todos têm algo em comum: pouca ou nenhuma instrução. Mesmo aqueles que se dizem “licenciados” ou “dourorados” não demonstram qualquer tipo de saber. O que sabem é que «tourada é tradição, é cultura, é arte, é um símbolo nacional, tal como o Fado, a Bandeira Portuguesa ou o Hino Nacional, e que se se é português, é-se aficionado, e que a tourada não pode acabar porque o Touro extinguir-se-á com ela, e quem não gosta, não vá; e que têm direito à liberdade…» enfim, uma lengalenga aprendida em criança e que os seguiu até à fase adulta, sem terem questionado o que quer fosse…

Da Cultura Culta estão a anos-luz de distância.

Não têm noção alguma do que é a civilidade, a lucidez, o bom senso, e o QI deles é do nível mais baixo.

Possuem uma “coltura” tosca, pobre em pensamentos, palavras e obras. Vivem num mundo redondinho, fechadinho, que não vai além do quintalinho onde passam os dias. Os horizontes não estão ao alcance deles.

A mentalidade é extremamente rude e enlatada. Cristalizada. Naquelas cabeças não entrará mais nada. Nasceram e cresceram a ouvir que «tourada é tradição, é cultura, é arte, é um símbolo, blá blá blá blá blá…» e vão morrer com essas ideias impingidas logo à nascença.

Não sabem que o Touro é um animal como eles, porque eles também não sabem que são animais. Pensam que são outra coisa. O quê? Não conseguiram explicar.

Sabem também que o Touro nasceu para ser linchado com “honra”, numa arena, porque É DISSO QUE ELE GOSTA (o Touro). Uma conclusão bem patente nas expressões dolorosas que qualquer pessoa lúcida pode ver na fisionomia dos desventurados animais, no fim da lide, à excepção deles, que nem sequer conseguem distinguir um Touro vivo de um Touro morto.

Não conseguem fazer um raciocínio lógico, a partir do mais simples tema.

Não sabem argumentar, nem sequer conseguem alcançar o significado de determinadas palavras.

Misturam alhos com bugalhos, e andam ali às escuras e às voltinhas, sem darem com a saída.

Não são capazes de seguir um discurso que tenha mais do que meia dúzia de vocábulos.

Justificam o injustificável, com insultos, muitos deles dos mais ordinários e violentos que existem, o que não admira, pois condiz perfeitamente com a própria “coltura” deles.

Enfim, demonstram uma incultura crassa, que diz da pobreza do sistema de ensino em Portugal, que há tantos anos também combato.

Não interessa aos governantes portugueses um povo culto, ensinado, instruído, educado. Um povo que saiba raciocinar. Um povo que saiba distinguir o trigo do joio (é por isso que temos os governantes que temos).

Um povo culto é INSUBMISSO, naturalmente. O que não convém.

Um povo SUBMISSO não lhes faz frente. É mansinho. Diz que sim a tudo. E é disso que os governantes gostam.

Por isso, o nosso sistema de ensino é a POBREZA que se vê.

Por isso, a IGNORÂNCIA e o DINHEIRO são as palavras-chave de toda esta hipocrisia que anda ao redor do tauricídio, uma “tradição” degradante, envolta em rituais primitivos, cruéis e sanguinários, que colocam Portugal entre os países menos civilizados do mundo.

Lidar com esta gente não foi fácil, mas mais difícil é fazer com que os GOVERNANTES PORTUGUESES (quase todos senhores doutores e engenheiros) e a IGREJA CATÓLICA PORTUGUESA (que abençoa os tauricidas) consigam fazer um RACIOCÍNIO LÓGICO e acabem, de uma vez por todas, com algo que está alicerçado na IGNORÂNCIA e (pasmemo-nos!) também no VINHO

Isabel A. Ferreira

Posto isto, consegui chegar a muitas outras conclusões, bem patentes nos comentários que se seguiram às “bandarilhadas” que lhes mandava, na tal página do Facebook, e noutras onde consegui infiltrar-me, sem que eles se dessem conta de que estavam a ser “toureados”.

Neste “estudo” está incluída para cima de uma centena e meia de pessoas de ambos os sexos, ligadas ao tauricídio (portuguesas e espanholas), com quem tive oportunidade de “esgrimir” ao longo destes dois últimos anos.

Fonte: Arco de Almedina

***

O que a Isabel refere, também foi o que se passou comigo, todos os dias, nos anos em que estive no Facebook. E isso ajudou e muito na minha decisão de lá sair. Estava farto de toda a retórica deles. Das mentiras deles. Das justificações deles, sem provas, com dados concretos, também provados cientificamente, incluindo com publicação, numa publicação cientifica internacional.

ENTÃO NÃO SE VÊ LOGO QUE OS TAURICIDAS TRATAM O TOURO COM IMENSO AMOR???

Que eles sejam parvos e cegos mentais, nada contra.

Agora que queiram fazer-nos de parvos é outra história.

Vargas Llosa é mais um daqueles cegos mentais escolarizados e irracionais, que não vêem um palmo adiante do nariz.

É que para ser psicopata não é necessário ser analfabeto. Basta nascer com coração e cérebro mirrados…

17361720_1493665350643766_5460480338076442937_n.jp
Diz Vargas Llosa: «O touro é tratado com imenso amor, embora os animalistas o ignorem». Só mesmo um cego mental diria tamanha parvoíce.

Fonte:

Fonte: Arco de Almedina